Atiçada por marqueteiro de Veneziano com denúncia de que Lucas já nomeou mais de quatro mil “cabos eleitorais” no Governo, mídia de JP começa a divulgar supostos “podres” do jovem governador

Publicado em 8 de maio de 2026

A “lua de mel” do governador Lucas Ribeiro (PP) com parte da belicosa e bem remunerada mídia da Capital só durou mesmo um único mês.

Hoje, através de um dos mais provocativos membros da imprensa pessoense, o blogueiro/marqueteiro Dércio Alcântara, foi disparado por ele o primeiro míssil em direção ao jovem Chefe do Executivo estadual para atacar seu crescimento nas pesquisas eleitorais do futuro pleito e, com isso, descredenciá-lo perante o eleitorado e a opinião pública paraibana, no que pode ser chamado da largada para maiores estragos doravante, com a entrada no “circuito” de outros confrades da orla.

Valendo-se dos perfis que mantem nas redes sociais, embora estrategicamente não postando a declaração no seu blog, Dércio em tom de denúncia e utilizando baixíssimo vocabulário tenta alcançar a jugular do jovem mandatário:

– “Lucas Ribeiro age como santo em quarto de rapariga. Vendo e ouvindo tudo, mas fingindo que não tá acontecendo nada”, alardeou sob a justificativa de que “a propaganda oficial vende a Paraíba como um pedacinho do céu, meio que querendo convencer que só há virgens nesse cabaré”.

Segundo Dércio, “desde o início do ano, mais de 4 mil novas matrículas foram geradas para cabos eleitorais, 2 mil contracheques só nos últimos 30 dias”, assegurou adiantando outras cabeludas denúncias, mesmo sem apresentar nenhuma prova, sequer algum registro documental ou publicação no DOE:

– “Tem banca advocatícia faturando alto com precatórios; esquema pesado de corrupção na Educação; Tá na Mesa sob investigação; fornecedores sem receber; obras paradas e crise hídrica por incompetência na CAGEPA”, informou.

O curto texto de Dércio, atualmente em dedicação profissional full-time ao Senador Veneziano Vital do Rego (MDB), é impróprio para qualquer aluno da língua pátria, entretanto, acaba por revelar desnudamente o seu pessoal ressentimento com a família do governador, em especial com a sua genitora, a Senadora Daniella Ribeiro, e o seu tio deputado Aguinaldinho, para os quais trabalhou anos atrás como marqueteiro ao tempo em que a atual senadora exercia cargo de secretaria de Estado e o substituiu de modo nada amigável por profissional mais confiável quando veio a disputar a prefeitura de Campina Grande.

– “Céu de raparigueiro, usando o trocadilho, a gestão herdada e tocada pelo avatar Lucas Ribeiro, do Grupo da Várzea, é qualquer coisa, menos um bom exemplo ou modelo. Essa lapinha já virou um pastoril profano”, encerrou Dércio a inoportuna provocação.

DANDO FILHOTE

A “coragem” de Dércio logo começou a dar filhotes em João Pessoa e imediatamente começaram a pipocar notícias desabonadoras ao novo governador, a primeira delas estampada no acessadíssimo Blog do Tião, privilegiado espaço midiático também da Capital, onde em primeira mão foi estampada a denúncia de que Lucas Ribeiro tem usado as instalações onde funcionava a Vice Governadoria para reuniões políticas, ao arrepio da legislação eleitoral.

A notícia diz que o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou, nesta sexta-feira (8), que a Meta (responsável pelo Instagram) preserve publicações e dados de usuários que supostamente comprovam o uso do gabinete oficial da Vice-Governadoria para fins eleitorais. A decisão liminar, assinada pelo desembargador João Benedito da Silva, atende parcialmente a um pedido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) contra o governador Lucas Ribeiro (PP). A legenda acusa o chefe do Executivo estadual de prática de conduta vedada a agente público.

Segundo a denúncia, em 16 de abril de 2026, o gabinete da Vice-Governadoria teria sido utilizado para uma reunião de articulação política em benefício da pré-candidatura de Lucas Ribeiro à reeleição. O evento teria contado com a presença de lideranças políticas do município de Pilar-PB e tido como anfitriã a avó do governador, Virgínia Velloso Borges, que não possui vínculo funcional com o Estado. O relator do caso reconheceu que a utilização de um bem público de destinação administrativa para fins políticos representa, em tese, desvio de finalidade e afronta à Lei das Eleições.

Apesar de reconhecer os indícios de irregularidade, o TRE-PB negou o pedido do MDB para proibir imediatamente o governador de ceder o espaço para novas reuniões políticas. O magistrado argumentou que, como o evento já ocorreu e não há provas de que a conduta será repetida de forma iminente, não se justifica uma medida inibitória sem antes ouvir a defesa de Lucas Ribeiro. O governador foi notificado para se manifestar no prazo legal de cinco dias.

Por outro lado, o tribunal acatou a urgência na preservação das provas digitais devido ao risco de apagamento nas redes sociais. A Meta foi intimada a manter as postagens acessíveis, preservar os registros de conexão e fornecer, em até cinco dias, as informações para identificação civil dos responsáveis pelas publicações, sob pena de multa diária de dois mil reais. O MDB pede, ao final do processo, a condenação do governador ao pagamento de multa de oitenta mil reais.

Fonte: Da Redação