Ainda não me receitou aquele
Nosso conceito de família cristã estaria comprometido se eu enunciasse que minha mulher quer que eu goste de tudo que ela gosta. Não cabe, portanto, a figura de linguagem, embora ela tenha a mania de me incentivar a provar os seus gostos e a usar de tudo que lhe faz bem. De comidas e remédios a chás e óleos medicinais, encontra sempre um motivo para me incitar ao uso e à prova.
Entendo o seu zelo, o seu bem-querer e sua dedicação pelo meu bem-estar, preocupações que denotam seu amor. No entanto, tenho que respeitar o meu gosto e avaliar minhas necessidades medicinais. Às vezes, ela até se aborrece com minha rejeição às suas sugestões alimentícias, gustativas e salutares.
Margarida pode até pensar em algum meio que me faça provar algum alimento que ela gosta; esbarra, no entanto, na falta de coragem de usar de artimanhas femininas. No quesito alimentação, por exemplo, não gosto de batata doce; ela poderia fazer um bolo do tubérculo e dizer que era de outro sabor, mas, embora tenha imaginado, não deriva à ação.
Uma das práticas de minha mulher nos últimos tempos é tomar chá. Chá com torrada, ao que não sou muito chegado. Do que é feita acho prejudicial à saúde e a sonoridade do mastigado me irrita um pouco. Tenho, entretanto, lhe feito companhia nesses momentos.
Com a nossa rotina de treinamentos físicos, ela tem me incentivado a tomar suplementos. Há uma tal de creatina — só me vem à mente a creolina da minha infância e talvez a lembrança explique a rejeição — que ela toda vez em que ia tomar, antes de irmos à academia, me oferecia. A ladainha é grande, mas não vejo necessidade de me “creatinar”.
Ah, os remédios! Minha cara-metade tem certa mania de tomar remédio. Basta sentir dor numa unha que quer tomar um comprimido. O pior é que qualquer sintoma que eu tenha, ela me receita um remédio. “Toma isso, toma aquilo, esse é bom”, e eu resistindo. Refletindo bem, estou me queixando à toa. Ela ainda não me receitou o azulzinho…
DE PARABÉNS
Dia 8 último, o mano Afonso, que reside em Teresina, comemorou (foto) mais um aniversário. No grupo familiar, coloquei a seguinte mensagem:
É o mês de junho fon fon fon
Toca a sanfona que não sai do ton
Lembrando é festa de fon fon fonso
Pois hoje é o dia dele fon fon fon
E até a sanfona faz fon, fon, fonso
Afonso é alegria que nos contagia
Se fosse palhaço, palhaço Alegria
A alegria de quem não é son sonso











