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Agnaldo Ribeiro esta certo , Regular o vento? A urgência não é controlar a IA, é correr junto com ela

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Aguinaldo Ribeiro acerta em cheio ao reconhecer que o maior desafio do Brasil diante da Inteligência Artificial (IA) é construir uma regulamentação viva. A tecnologia não espera, não para e não respeita fronteiras. Tentar engessar a IA em moldes fixos seria o mesmo que tentar aprisionar o vento com grades: inútil e contraproducente.

Agnaldo está certo ao dizer que a inovação avança “como se cada dia valesse mil anos”. Mas o ponto crítico é outro: será que faz sentido canalizar os esforços nacionais, neste momento, para tentar “regular” algo que ainda estamos muito longe de dominar? O Brasil sequer desenvolveu uma base sólida de pesquisa e inovação em IA, mas já quer ditar normas como se fosse protagonista da corrida tecnológica global.

Estamos diante de uma tecnologia viva, mutável, em expansão constante. O que é possível hoje pode ser irrelevante amanhã. O que se proíbe pela manhã pode ser necessário pela tarde. E o que se regulamenta num país não terá validade alguma em outro. A IA é como a linguagem, como o sorriso: não pode ser regulada isoladamente. Ela é universal por natureza.

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O risco de tentar controlar a IA com regras nacionais e fixas é o mesmo de atrasar a própria evolução tecnológica do país. Quando deveríamos estar concentrando nossos esforços em formar especialistas, criar laboratórios, atrair investimentos e participar da vanguarda global, acabamos gastando energia em burocracias que, na prática, pouco interferem no que acontece nas grandes potências tecnológicas.

É fundamental compreender: não se regula o futuro com o olhar do passado. E muito menos com estruturas lentas, estatais, defasadas.

Se queremos proteger o povo brasileiro dos abusos da IA, então precisamos, antes, compreender a IA. E para compreendê-la, é preciso estar dentro dela, por dentro dela — não na borda. Só participa do jogo quem corre junto, não quem fica na arquibancada escrevendo regras imaginárias para um esporte que muda toda semana.

Aguinaldo Ribeiro mostra lucidez. Mas o Brasil precisa ir além da intenção de “equilibrar regulação e inovação”. É hora de investir, correr, aprender e liderar. Só assim teremos alguma autoridade para falar em regras — porque seremos parte ativa da construção dessa nova era. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 07:27 horas do dia 19 de junho de 2025

Redação A Palavra

Equipe de jornalismo do A Palavra Online.

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