Júnior Gurgel

Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.

ACORDA BRASIL: DIREITA COESA INDICA ELEIÇÃO EM PRIMEIRO TURNO

Publicado em 2 de março de 2026

As gigantes manifestações realizadas ontem (01/03/2026), na região outrora denominada pelo jornalismo político como “Triângulo das Bermudas” (Rio, São Paulo e Minas Gerais) trouxe como elemento surpresa, a consolidação de uma mobilização altruísta, capaz de unir e evitar discórdias, nos segmentos da direita. Cristãos Romanos, Evangélicos, Bolsonaristas, Conservadores e Patriotas. Todos juntos num evento, que foi encerrado rezando o “Pai Nosso”, deixando perceptível seu alvo e propósito: combater e vencer o inimigo comum, PT e esquerdas.

O equilíbrio do senador Flávio Bolsonaro, que em nenhum momento se autoproclamou candidato, deixando uma imagem de humildade ao chamar e pôr a seu lado, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, anunciando-os como pré-candidatos, foi um gesto que somou, e terá desdobramentos multiplicadores. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) declarando apoio a Flávio e à reeleição de Tarcízio de Freitas, consumou as especulações da mídia profissional, que sempre classificava os partidos de centro, mais a direita, que a esquerda. A esta altura, o MDB paulista engrossa as fileiras da direita.

O PT continua preso a Lula. Desde 2002, a única liderança surgida na legenda foi a ex-presidente Dilma Rousseff, página virada e completamente esquecida pelas esquerdas. Em apenas quatro anos, Bolsonaro como principal liderança da direita, criou Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior; Rogério Marinho; Tereza Cristina; nacionalizou Ronaldo Caiado, entrou na juventude com Nicolas Ferreira, Gustavo Gayer, além de seus familiares, como Michele sua esposa, e seu filho Flávio, pré-candidato.

Restam apenas oito meses para Lula e o núcleo petista criarem um “fato novo”, capaz de dividir a direita, e estancar seus índices de popularidade em declínio. Na ausência deste “milagre”, teremos uma eleição de turno único. Não existem nomes com capacidade de extrair das urnas, mais de 10 ou 15 milhões de votos independentes, suficientes para provocar um segundo turno. Pela primeira vez, a direita está se estruturando para uma guerra, com estratégia, tática e sobretudo logística.

O povo perdeu o medo de ir às ruas. Até as convenções, pelo menos quatro grandes mobilizações em nível nacional, lotarão avenidas dos principais colégios eleitorais do país. O PT perdeu totalmente a capacidade de promover grandes eventos puxados por sua militância, em sua maioria, senil, saudosista, esquecida no tempo e sem apelos para sensibilizar a população. Muito embora, o “já ganhou” sempre foi perigoso. Não se pode subestimar o poder da “máquina”.

Os escândalos – roubo dos aposentados do INSS e Banco Master – chegarão ao Palácio do Planalto. A aliança STF/Governo, está corroendo as entranhas do poder e a população começa enxergá-los como “todos farinha do mesmo saco”. Falam que existem neste conluio de corruptos, alguns nomes travestidos de “direita”. Diferente de Lula, que protege a “cumpenheirada”, a direita não tem o menor constrangimento de expulsá-los de suas fileiras. Para fechar o quadro pessimista, ora vivido pelo PT, pesquisas de consumo da legenda indicam a queda de Lula de 33% para 22% quando o quesito é aprovação geral do governo. Na grande mídia, silêncio ensurdecedor.