
Emir Gurjão
Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.
A madrugada em que Trump e Melania caíram no forró no Bar de Cunha na feira da Prata
Publicado em 5 de maio de 2026Campina Grande viveu uma madrugada daquelas que entram para a história das boas conversas de calçada. Em visita descontraída à cidade, Emir Candeia Gurjão e sua esposa Fátima receberam, de forma de bem-humorada, o casal Donald Trump e Melania Trump para um jantar diferente de tudo que eles já haviam experimentado: nada de restaurante fino, prataria ou cardápio francês. O destino foi o tradicional e popular Bar de Cunha, na Feira da Prata, onde a elegância da noite se misturou ao cheiro de cuscuz, buchada, mocotó, macaxeira, feijão verde e galinha bem temperada.
Cunha, como sempre, deu show à parte. Vestido de cangaceiro, recebeu os convidados com alegria nordestina, mesa farta e uma dose de aguardente Brejeira para abrir os trabalhos. Trump, ainda tentando entender a força da comida sertaneja, teria dito que “isso sim sustenta uma campanha inteira”. Melania, elegante mesmo no calor da feira, entrou no clima e aprovou a macaxeira com galinha.

Mas o ponto alto da noite foi quando o sanfoneiro puxou o forró. Emir e Fátima abriram a dança, mostrando que em Campina Grande diplomacia boa se faz no salão. Trump, meio duro no começo, logo se soltou. Melania acompanhou o ritmo, e em poucos minutos o casal americano já estava rodopiando entre bandeirinhas, mesas, cadeiras de plástico e muitos aplausos.
Cunha, percebendo a animação, improvisou uma quadrilha junina fora de época. Teve “olha a chuva”, “é mentira”, “anarriê” e até “caminho da roça”. Trump entrou na fila sem entender muito bem os comandos, mas compensou com entusiasmo. Ao final, estava suado, vermelho e sorridente, dizendo que aquele era “o maior São João popular do mundo”.
A festa começou por volta das duas horas da manhã, mas ninguém queria ir embora. Já cansado, porém empolgado, Trump teria feito um pedido especial a Cunha: que o bar só fechasse às dez da manhã, porque, segundo ele, “uma noite dessas não pode acabar cedo”.
Entre forró, buchada, mocotó, Brejeira e muita risada, o encontro fictício virou uma cena perfeita da mistura entre luxo internacional e alma nordestina. No fim, Emir e Fátima saíram como grandes anfitriões da noite, Cunha como embaixador informal da cultura popular, e Trump e Melania como dois turistas rendidos ao poder da Feira da Prata.
Moral da história: quem chega de jatinho pode até impressionar, mas quem dança forró até amanhecer no Bar de Cunha é que entende o verdadeiro luxo de Campina Grande.
