A GUERRA DO IRÃ REVELOU QUE O MUNDO AINDA CONTINUARÁ DEPENDENDO DO COMBUSTÍVEL FÓSSIL POR MAIS DE UM SÉCULO

Publicado em 25 de março de 2026

Mal completou quatro meses da COP-30, evento preparado e realizado na versão “petista” para anunciar as boas novas e o futuro do terceiro milênio, apontando os caminhos para libertar o planeta da dependência dos combustíveis fósseis, que estão aqui e na Amazônia. Energia verde e limpa em abundância, produzidas a partir do vento, água e sol. Bastava nos pagarem para preservar nossas florestas. Explodiu a guerra Irã/Israel/Estados Unidos, e a verdade veio à tona. Não só o planeta, mas o nosso próprio país é totalmente vulnerável, e dependente do ouro negro. Fomos enganados e manipulados por décadas – mídia e discursos “progressistas” – sobre “meio ambiente”.

A gastança foi algo inimaginável. Roubaram o governo e até os convidados. Nada de positivo saiu da “farra”. A criação de um Fundo, com a meta de arrancar dos países desenvolvidos 1,5 trilhões de dólares até 2030, foi reduzida para modestos 20 bilhões de dólares. Um golpe amador, mal elaborado. Prometeram apenas seis, e em longo prazo, sem data definida para começar o desembolso. A famosa “Carta Compromisso” foi subscrita por poucos. A maioria, países atrasados e pobres da África Subsaariana.

A auto sustentabilidade defendida pelo discurso “progressista” capitaneado pelo Greenpeace desde 1971, foi posta em teste há três semanas quando começaram as hostilidades no Oriente Médio, entre o Irã/Israel e os Estados Unidos. O preço do petróleo passou dos 100 dólares o barril, com possibilidades de alcançar U$ 200. Estratégia do Irã, para colapsar a economia global. Na Europa já estão racionando gás, combustíveis e energia. Usinas nucleares voltaram a funcionar. O Continente sofre com o desabastecimento da Rússia, desde o início da guerra na Ucrânia.

As batalhas são travadas no ar. Bombardear as grandes refinarias de petróleo e gás seria um suicídio. Um míssil Iraniano atingiu uma pequena área da maior refinaria do Qatar, que representa 17% de todo o consumo de gás da Europa. O local destruído levará cinco anos para ser totalmente recuperado. Um bombardeio de Israel devastou uma das dezenas de usinas de dessalinização do Irã, deixando sem abastecimento d’água para o consumo humano, animal e cultivo agrícola inúmeras cidades. Apelos foram feitos, para preservarem estes setores sensíveis, evitando uma catástrofe humanitária sem precedentes. Suas populações seriam dizimadas pela sede e a fome.

Nos momentos de grandes crises, as verdades são reveladas. A mídia, totalmente desinformada ou mal intencionada, produziu suas próprias Fake News. Nos fez acreditar e sonhar com nossa importância global, como o maior celeiro do mundo, impulsionado pelo Agronegócio.

Representamos apenas 1,8% das exportações globais. Nas últimas safras – recordes sobre recordes – em 2025, o Brasil colheu 350 milhões de toneladas de grãos. Infelizmente, ainda ocupamos o quarto lugar no ranking. A China produziu 730 milhões de toneladas, correspondente a toda produção do Brasil e Estados Unidos (377 milhões de toneladas).

A Índia se posiciona em terceiro lugar. O gigante verde-amarelo, quarta posição. Entretanto, o mais grave são nossas limitações, que nos impedem de continuar crescendo. Além de enfrentar o inimigo interno, IBAMA, dependemos de fertilizantes importados. China e Estados Unidos são autossuficientes em fertilizantes. O Brasil importa 92% dos fertilizantes, para produzir grãos. Nossos maiores fornecedores são a Rússia, Estados Unidos, China e Oriente Médio. O prolongamento da guerra trará efeitos desastrosos para o Agronegócio. Por que não produzimos nossos próprios fertilizantes?

O IBAMA não deixou. Só na Amazônia/Cerrado, existem 15.900 ONG protegendo a região, financiadas pelo capital transnacional, nos impedindo que exploremos nossas riquezas. Em 2002, auge do pré-sal, a Petrobras solicitou autorização do IBAMA para exploração das Reservas Equatoriais de petróleo, que estão localizadas entre o Rio Grande do Norte e o Amapá. Estimativa de 30 bilhões de barris, o dobro do que dispomos atualmente. O IBAMA só liberou licença em novembro de 2025, para início das prospecções, sob sua vigilância. Em 1984, quando o ex-presidente Figueiredo encerrou seu mandato, deixou recursos e data marcada. Em 1977 o Brasil estaria autossuficiente em petróleo e novas refinarias seriam construídas. Hoje ainda dependemos da importação de 30% de diesel e 10% de gasolina. O óleo que extraímos é enviado para ser refinado fora do país. Pagamos frete para levá-lo, custo do seu refino e valores para trazê-lo de volta para o consumo. Se a guerra não acabar até junho, a safra do Agronegócio brasileiro para 2027 estará totalmente comprometida.

Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)