EXCLUSIVO – Suplente de Queiroga dá exemplo de grandeza cidadã e publica manifesto (Biblia) que tem de estar nas mãos de cada eleitor

Publicado em 18 de agosto de 2026

O professor Emir Candeia Gurjão, integrante da chapa majoritária do PL na Paraíba na condição de suplente do ex-ministro Marcelo Queiroga em vaga ao Senado da República, publicou ontem em seus perfis nas redes sociais longo e bem arrazoado pronunciamento manifestando a sua posição e ideias que nortearam o aceite ao convite para a disputa eleitoral deste ano.

Mais do que um valioso documento a enriquecer o debate político, hoje eivado de inconsistências que via de regra provocam dissabores no meio do eleitorado, colocado no processo apenas como “massa de manobra”, a peça elaborada por Emir traz um “respiro” de novidade à disputa e merece ser lida em sua ínteireza por todo aquele que deseja uma Paraíba mais operosa e melhor representada no Congresso Nacional.

Segue o texto:

“Minhas senhoras e meus senhores, paraibanos que nos acompanham, minhas saudações!
É com muita satisfação que participo deste momento a partir de Campina Grande, cidade onde vivo e onde construí grande parte da minha história profissional, empresarial e familiar. Quero também incluir duas cidades onde nasci e vivi, Quixaba local de nascimento e Gurjão cidade em que cresci. É com muita satisfação que participo deste momento aqui em Campina Grande, cidade onde vivo e onde construí grande parte da minha história profissional, empresarial, política e familiar.
Mas a minha história com a Paraíba começou muito antes.
Nasci em Quixaba, no interior do nosso Estado.
Foi em Gurjão que cresci, onde vivi minha infância, formei minhas primeiras amizades e aprendi muitos dos valores que carrego comigo até hoje.
Depois, a vida me trouxe para Campina Grande, cidade que passou a ocupar um lugar fundamental em minha trajetória.
Estou aqui porque acredito que a política precisa discutir, acima de tudo, uma questão fundamental:
Que Brasil queremos construir para os nossos filhos, nossos netos e para as próximas gerações?
Eu defendo um Brasil desenvolvimentista.
Mas desenvolvimento, para mim, não significa simplesmente aumentar o tamanho do Estado.
Desenvolvimento significa criar as condições para que a economia cresça, as empresas produzam, os trabalhadores prosperem e cada brasileiro tenha a possibilidade concreta de melhorar seu padrão de vida pelo próprio esforço, pelo trabalho, pelo conhecimento e pelo empreendedorismo.
O Estado deve ajudar a construir a estrada.
Mas quem deve ter liberdade para escolher por onde caminhar é o cidadão.
Quero um Brasil com segurança jurídica, porque ninguém investe onde as regras mudam constantemente.
Quero um Brasil com liberdade econômica, porque quem empreende precisa encontrar no Estado um parceiro, e não um obstáculo.
Quero um Brasil de oportunidades, porque acredito que a melhor política social de longo prazo é aquela que permite que uma pessoa consiga estudar, trabalhar, produzir, empreender e construir uma vida melhor para sua família.
É a partir dessas convicções que comunico aos paraibanos minha participação, como suplente de senador, na candidatura de Marcelo Queiroga ao Senado Federal pela Paraíba.
Aceitei esse desafio consciente da responsabilidade que ele representa.
Não considero essa participação apenas uma posição em uma chapa eleitoral.
Vejo como uma oportunidade de colocar minha experiência de vida, profissional e administrativa a serviço da discussão sobre o futuro da Paraíba e do Brasil.

MINHA EXPERIÊNCIA E O QUE ELA ME ENSINOU
Minha trajetória começou no trabalho técnico.
Fui técnico em redes telefônicas, numa época em que as telecomunicações começavam a transformar a maneira como as pessoas e as empresas se comunicavam.
Depois entrei na educação.
Fui professor do ensino fundamental e do ensino médio.
Formei-me em Matemática, tornei-me professor universitário e fiz pós-graduação em Engenharia Nuclear.
Passei muitos anos dentro da escola e da universidade, convivendo com estudantes, professores, pesquisadores e com a produção do conhecimento.
Essa experiência me ensinou algo que carrego comigo até hoje:
nenhuma sociedade se desenvolve de verdade sem educação, ciência e conhecimento.
Mas minha experiência também ultrapassou os limites da sala de aula.
Participei da gestão pública.
Fui membro do Conselho de Educação da Paraíba, exerci a função de secretário-adjunto no Governo do Estado da Paraíba e fui secretário de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de Campina Grande.
Essas funções me permitiram conhecer o funcionamento do poder público por dentro.
Conheci suas possibilidades.
Conheci sua importância.
Mas também conheci suas dificuldades, sua burocracia e suas limitações.
Mais tarde, passei a atuar diretamente no setor produtivo.
Tornei-me empresário na área de reciclagem e na fabricação de materiais e produtos em polímeros.
Passei a viver diariamente a realidade de quem produz no Brasil.
Investir.
Comprar máquinas.
Desenvolver processos.
Contratar trabalhadores.
Treinar pessoas.
Pagar impostos.
Enfrentar burocracias.
Buscar mercados.
Competir.
Gerar empregos.
Por isso, quando falo de desenvolvimento, não estou falando apenas de uma teoria que aprendi nos livros.
Conheci o Brasil a partir de diferentes perspectivas.
Conheci o trabalho técnico.
Conheci a escola.
Conheci a universidade.
Conheci a ciência.
Conheci a administração pública.
E conheço, na prática, a realidade de quem empreende, produz e gera empregos.
Essa trajetória me ensinou uma coisa muito importante: o desenvolvimento de um país não acontece dentro de um único setor.
Ele acontece quando educação, ciência, tecnologia, governo, trabalhadores, indústria e empresários conseguem caminhar na mesma direção.
A universidade precisa produzir conhecimento.
A ciência precisa gerar inovação.
O governo precisa criar condições.
A empresa precisa transformar conhecimento e investimento em produção.
E o resultado de tudo isso precisa chegar à população na forma de emprego, renda, oportunidades e melhoria da qualidade de vida.
É essa experiência acumulada ao longo de décadas que quero colocar à disposição deste projeto ao lado de Marcelo Queiroga.
Não chego à política apenas com ideias.
Chego com uma vida inteira de experiências em educação, ciência, tecnologia, administração pública, indústria e empreendedorismo.

INDÚSTRIA, EMPREGO E DESENVOLVIMENTO
Uma das minhas grandes preocupações é com o fortalecimento da indústria brasileira.
Nenhuma grande nação se tornou rica apenas exportando matérias-primas.
Precisamos agregar valor ao que produzimos.
Precisamos fabricar mais.
Precisamos desenvolver tecnologia.
Precisamos fortalecer as pequenas, médias e grandes empresas brasileiras.
Precisamos criar um ambiente onde seja mais fácil produzir e investir.
O empresário que produz, investe e gera emprego não pode ser tratado como adversário da sociedade.
Ele faz parte da engrenagem que gera riqueza.
Da mesma maneira, o trabalhador precisa encontrar uma economia dinâmica, capaz de criar empregos melhores, aumentar a renda e oferecer oportunidades de crescimento profissional.
Quando uma indústria abre as portas, ela não beneficia apenas o proprietário.
Ali trabalham operários, técnicos, engenheiros, motoristas, vendedores e administradores.
Em volta dela surgem oficinas, transportadoras, fornecedores, restaurantes e inúmeros outros negócios.
Desenvolvimento funciona como uma corrente: quando um elo cresce, muitos outros podem crescer junto com ele.
A Paraíba tem condições de ampliar muito sua presença industrial.
Temos universidades.
Temos centros tecnológicos.
Temos trabalhadores.
Temos empresários.
Temos localização estratégica.
Mas precisamos de infraestrutura, energia competitiva, logística eficiente, segurança jurídica e um ambiente que estimule investimentos.

EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Existe também uma transformação extraordinária acontecendo no mundo.
Estamos entrando na era da inteligência artificial, da automação, da robótica, da computação avançada e das novas tecnologias.
Nos próximos anos, profissões serão transformadas.
Algumas poderão desaparecer.
Outras serão criadas.
A produtividade poderá crescer de maneira extraordinária.
E a pergunta que precisamos fazer é:
Qual será o lugar do Brasil nessa nova economia?
Não podemos assistir a essa transformação apenas como consumidores das tecnologias desenvolvidas por outros países.
Precisamos participar.
Precisamos preparar nossos jovens.
Precisamos aproximar universidades, escolas técnicas, centros de pesquisa e empresas.
Precisamos formar engenheiros, técnicos, programadores, cientistas, pesquisadores e empreendedores.
E Campina Grande tem um papel especial nessa história.
Nossa cidade construiu uma tradição importante nas áreas de educação, ciência e tecnologia.
Temos universidades, pesquisadores e empresas inovadoras.
Precisamos transformar cada vez mais esse conhecimento em novas empresas, novos investimentos, novos produtos e novos empregos.

MEIO AMBIENTE E ECONOMIA CIRCULAR
Minha experiência empresarial também me ensinou que desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental não precisam estar em lados opostos.
Trabalho há muitos anos com reciclagem e aproveitamento de resíduos.
E aprendi, na prática, que aquilo que muita gente chama simplesmente de lixo pode voltar a ser matéria-prima.
Pode gerar emprego.
Pode gerar renda.
Pode reduzir a exploração de recursos naturais.
Pode alimentar novas cadeias produtivas.
Pode criar novas empresas.
Essa é a lógica da economia circular.
Precisamos abandonar a ideia de que o resíduo é apenas um problema.
Muitas vezes, aquilo que está sendo jogado fora pode representar uma oportunidade econômica.
Com tecnologia, inovação, logística reversa e regras inteligentes, podemos transformar desafios ambientais em desenvolvimento.
O Brasil tem enorme potencial nessa área.
E a Paraíba também.

SAÚDE
Outro tema fundamental é a saúde.
E aqui estamos ao lado de alguém que conhece profundamente essa área.
Marcelo Queiroga é médico, foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e exerceu o cargo de ministro da Saúde.
A população precisa de um sistema de saúde que funcione melhor.
Precisamos valorizar os profissionais.
Precisamos investir em prevenção.
Precisamos utilizar mais tecnologia.
Precisamos reduzir filas.
Precisamos melhorar o acesso a consultas, exames, cirurgias e medicamentos.
Porque, para quem está doente, uma fila de meses não é apenas um problema administrativo.
É sofrimento.
O cidadão paga impostos e tem o direito de receber serviços públicos de qualidade.

EFICIÊNCIA DO ESTADO E COMBATE À CORRUPÇÃO
Também considero indispensável defender um Estado mais eficiente e responsável.
O dinheiro público pertence à sociedade.
Cada real desperdiçado é um recurso que deixa de chegar à escola, ao hospital, à segurança, à infraestrutura ou ao desenvolvimento.
E cada real desviado pela corrupção representa uma agressão direta à população.
Por isso, o combate à corrupção precisa ser permanente.
Com fiscalização.
Com transparência.
Com instituições funcionando.
E com respeito ao dinheiro do contribuinte.
Não basta arrecadar mais.
É preciso gastar melhor.

LIBERDADE E SEGURANÇA JURÍDICA
Defendo também valores que considero indispensáveis para uma democracia.
Liberdade de expressão.
Direito de propriedade.
Segurança jurídica.
Respeito às instituições.
Respeito às leis.
E igualdade de todos perante a lei.
Um país democrático precisa permitir divergências.
Precisamos ser capazes de discordar politicamente sem transformar aquele que pensa diferente em inimigo.
A política deve ser uma disputa de ideias, princípios e projetos para o país.

O PAPEL DO SENADO
É com essa visão que participo deste projeto ao lado de Marcelo Queiroga.
O Senado Federal tem uma enorme responsabilidade.
Ali se discutem questões fundamentais para o futuro do Brasil.
Economia.
Equilíbrio fiscal.
Segurança jurídica.
Infraestrutura.
Energia.
Saúde.
Educação.
Tecnologia.
Inteligência artificial.
Desenvolvimento regional.
Industrialização.
E o próprio funcionamento das instituições da República.
Também cabe ao Senado representar os interesses dos estados.
E é por isso que considero tão importante que a Paraíba tenha representantes capazes de defender nossas necessidades e, ao mesmo tempo, discutir os grandes temas nacionais.
O mundo está mudando rapidamente.
E nós precisamos decidir se o Brasil será apenas espectador dessas transformações ou se participará delas como protagonista.
Eu acredito que temos todas as condições para participar.
Temos território.
Temos recursos naturais.
Temos energia.
Temos agricultura.
Temos universidades.
Temos empresários.
Temos trabalhadores.
Temos uma juventude conectada com o mundo.
Temos capacidade de produzir ciência e tecnologia.
O que precisamos é criar um ambiente onde todo esse potencial possa florescer.

UM BRASIL QUE PRODUZA RIQUEZA
Existe uma ideia que considero central.
Antes de distribuir riqueza, um país precisa ser capaz de produzir riqueza.
Precisamos criar uma economia que cresça.
Que produza.
Que inove.
Que exporte.
Que gere empregos.
Que permita que as pessoas avancem pelo trabalho e pelo conhecimento.
O desenvolvimento que defendo não é aquele em que o cidadão se torna permanentemente dependente do Estado.
É aquele em que o Estado ajuda quem precisa, mas também cria as condições para que cada pessoa possa conquistar autonomia.
A verdadeira oportunidade é aquela que permite a alguém olhar para seus filhos e dizer:
“Vocês poderão viver melhor do que eu vivi.”
Essa deve ser uma das grandes medidas do sucesso de uma sociedade.

PARAÍBA E CAMPINA GRANDE
Também quero dizer algo especialmente a Campina Grande.
Esta cidade sempre teve uma característica extraordinária:
ela acredita no conhecimento, no trabalho e na capacidade de empreender.
Campina Grande cresceu olhando para frente.
Foi pioneira em diversas áreas.
Construiu universidades.
Formou pesquisadores.
Criou empresas.
Desenvolveu tecnologia.
Essa vocação precisa ser fortalecida.
Quero ver Campina Grande e toda a Paraíba participando cada vez mais da nova economia.
Da economia digital.
Da inteligência artificial.
Das energias renováveis.
Da indústria moderna.
Da economia circular.
Da biotecnologia.
Dos novos materiais.
Da inovação.
Precisamos pensar grande.
Porque um povo que pensa pequeno dificilmente constrói um grande futuro.

CONCLUSÃO
Ao assumir a condição de suplente na candidatura de Marcelo Queiroga ao Senado, apresento também publicamente os princípios que orientam minha participação.
Defendo um Brasil que produza mais riqueza para melhorar a vida das pessoas.
Um Brasil que valorize quem trabalha.
Que respeite quem empreende.
Que ofereça educação de qualidade.
Que invista em ciência.
Que utilize tecnologia.
Que fortaleça sua indústria.
Que cuide do meio ambiente com inteligência.
Que ofereça serviços públicos eficientes.
Que combata a corrupção.
Que respeite a liberdade.
E que crie oportunidades para que cada cidadão possa construir o próprio futuro.
Minha história passou pelo trabalho técnico, pela escola, pela universidade, pela ciência, pela administração pública e pela indústria.
Em cada uma dessas etapas aprendi alguma coisa sobre o Brasil.
E talvez a maior delas seja esta:
nenhum governo consegue construir sozinho o futuro de uma sociedade.
O governo pode criar as condições.
Pode oferecer educação.
Pode construir infraestrutura.
Pode garantir segurança jurídica.
Pode incentivar a ciência e a tecnologia.
Pode proteger aqueles que realmente precisam.
Mas são os cidadãos, os trabalhadores, os professores, os pesquisadores e os empreendedores que constroem diariamente a riqueza de uma nação.
Por isso continuo acreditando naquela ideia simples:
o Estado deve ajudar a construir a estrada.
Mas quem deve escolher o caminho é o cidadão.
E uma das maiores responsabilidades da política é exatamente esta:
não escolher o futuro das pessoas por elas, mas criar as condições para que cada brasileiro possa construir o seu próprio futuro.
É com esse espírito que coloco minha experiência à disposição deste projeto.
Com os pés na Paraíba.
Com orgulho de Campina Grande.
E, principalmente, com os olhos voltados para o futuro.
Muito obrigado.”

Fonte: Da Redação