
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
ALEXANDRE DE MORAES IGNORA A DIPLOMACIA DO ESTADO BRASILEIRO SEM CONSULTAR O PRESIDENTE LULA NEM O ITAMARATY
Publicado em 21 de julho de 2026No encontro do MERCOSUL na Argentina no mês de julho de 2025 o presidente Lula incluiu na sua agenda uma visita à “companheira” Cristina Kirchner, presa e condenada por corrupção, cumprindo pena domiciliar em função da idade e seu estado de saúde.
O presidente da Argentina, Javier Milei, que havia sido alvo de Lula na campanha de 2023 por ter usado o BNDES para emprestar dinheiro ao governo da esquerda de Alberto Fernandez, candidato à reeleição, foi cobrado por seus seguidores para impedir o contato. Consideravam o fato como proselitismo, destinado a fortalecer as esquerdas e minar as mudanças econômicas estruturantes debatidas com fervor no Parlamento, onde o Peronismo ainda era maioria.
Milei agiu como Chefe de Estado de um país democrata. Não atendeu aos apelos de seus aliados, que consideravam o encontro como um ato político. Lula esteve uma tarde toda com Cristina, bebendo um bom vinho em seu apartamento, onde planejaram derrotar Millei nas eleições “solteiras” no meio de seu mandato. O Foro de São Paulo faria o “trabalho”.
Ao assumir seu terceiro mandato, Lula foi eleito pelas urnas eletrônicas com uma maioria de 0,9%, em meio a inúmeras denúncias de manipulações orquestradas pelo TSE. Indiscutivelmente, uma recontagem ou auditagem dos sufrágios seria obrigatoriamente necessária. O exemplo mais recente aconteceu no Peru. O candidato da esquerda exigiu que todos os mapas de apuração fossem reexaminados, testificando sua veracidade com o voto de cada eleitor. Levaram-se mais de quarenta dias, para confirmarem a vitória de Keiko Fujimori.
Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes quando foi questionado pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, que solicitou averiguação do código fonte por técnicos da área, inclusive com participação de especialistas internacionais, além de negar um direito constitucional sequestrou 22 milhões do Fundo Partidário do PL, e ameaçou todos de prisão.
Manifestações “pipocaram” em todo o país, com ameaças de paralisações de setores sensíveis da economia, como uma greve iniciada pelos caminhoneiros, que provocaria o desabastecimento no Brasil. Talvez em meio ao caos, o TSE recuasse. Mas, Bolsonaro ainda presidente ordenou o fim das manifestações, usando a Polícia Federal e até as Forças Armadas, para conter uma rebelião dos seus eleitores, que se sentiram trapaceados com o resultado do pleito. Uma decisão precipitada que lhes custou uma condenação e cadeia. Por que ele pediu a seus fiéis seguidores – que foram às ruas e as urnas – para “engolirem” uma derrota, questionável? Breve Donald Trump desvendará.
Com a Praça dos Três Poderes ocupada pelo povão, Lula não governaria. A ocupação da Praça de Maidan, em Kiev, capital da Ucrânia (2013/2014), teria sua versão latino-americana. Os russos fraudaram a eleição de um presidente, “pupilo” de Vladimir Putin. O povo não aceitou e sangue foi derramado. A resistência perdurou por seis meses, com a população enfrentando temperaturas abaixo de zero, fome e frio congelante. Arrancariam do Palácio Presidencial o impostor. Temendo ser linchado, Viktor Yanukovych fugiu de helicóptero para Moscou. O Parlamento Ucraniano, que estava fechado, foi aberto e o destituiu oficialmente do poder.
A verdadeira história um dia vem à tona. Não a “oficial”, escrita pelos vencedores e em alguns casos usurpadores do poder. Na Rússia não existem mais estátuas de Stálin, Lênin ou Max. Hoje, o Brasil sabe que nunca houve uma Proclamação da República. Pedro II foi vítima de uma “quartelada”. A ata da Proclamação do Senado foi escrita, mas, nenhum dos Senadores assinaram.
Cópia permanece no Museu de Petrópolis, e nos anais do próprio Parlamento. Getúlio Vargas perdeu para Júlio Prestes (1930), que obteve o dobro dos seus votos. Usaram o assassinato de João Pessoa (seu vice) para tomarem o poder através de um golpe de Estado. Alegaram fraude eleitoral. Que fraude? ele venceu na Paraíba! O tempo não retroage. Mas, corrige erros, tirando honrarias de vilões, e reconhecendo valores dos heróis, vítimas de conspirações sórdidas.
Bolsonaro está preso por uma suspeição fantasiosa de comandar um golpe de Estado que nunca aconteceu. Alexandre de Moraes conduziu o inquérito, se inseriu como vítima, relatou o processo, julgou e o condenou, numa Instância errada. A vitima não tinha foro privilegiado, o processo deveria ter iniciado na primeira Instância. Apesar de todos os absurdos, praticados ao arrepio da lei – sem nenhum amparo constitucional – Moraes continua indo sempre além do imaginável. Assumiu as funções (inexistentes no STF) de Juiz das Execuções Penais. Proibiu o presidente da Argentina de visitar Jair Bolsonaro. É bom lembrar que Lula foi um político preso, condenado em todas as Instâncias por corrupção e formação de quadrilha. Bolsonaro é um preso político, que ameaça o “sistema”. Países com presos políticos, não são democráticos.

