O BERÇO DA CIÊNCIA EM CAMPINA GRANDE COMEÇOU NAS ÁGUAS DO BODOCONGÓ
Publicado em 10 de julho de 2026Quando se fala na infraestrutura e na história de Campina Grande, o Açude Velho sempre rouba a cena. Mas o Açude de Bodocongó guarda marcos incríveis sobre o desenvolvimento da nossa cidade que muita gente desconhece!
As obras do Açude de Bodocongó começaram em 1915, durante a gestão do prefeito Cristiano Lauritzen, através do represamento dos riachos de Bodocongó e Caracóis. O projeto nasceu como uma tentativa de garantir o abastecimento hídrico para a população que sofria com a seca e, ao mesmo tempo, abrir uma nova via que conectasse a Rainha da Borborema a outras cidades do Sertão Paraibano.
Foi o açude que deu origem ao bairro de Bodocongó. E tem um detalhe histórico de peso: em 1934, essas águas foram cenário da primeira reprodução artificial de peixes no Brasil, um marco biológico conduzido pelo zoólogo Rodolpho von Ihering. Não é coincidência que, hoje, as margens do açude abriguem a UFCG, a UEPB e o Parque Tecnológico, consolidando de vez a região como o grande polo de inovação do Nordeste.
POR QUE NÃO ABASTECE MAIS A CIDADE?
Com o crescimento urbano acelerado e a falta de planejamento em infraestrutura de saneamento básico, a situação piorou drasticamente. Durante décadas, o açude se tornou o destino de esgoto doméstico e industrial não tratado dos bairros ao redor. Essa carga constante de efluentes causou um processo severo de poluição, mau cheiro e assoreamento. Mesmo com a construção do Parque de Bodocongó, a despoluição e a recuperação ambiental dessas águas continuam sendo um dos maiores desafios de engenharia pública e infraestrutura urbana de Campina Grande.
Fonte: Da Redação (Pesquisa de Luciano Oliveira)

