
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
PESQUISA GERP: FLÁVIO BOLSONARO LIDERA A CORRIDA PRESIDENCIAL E LULA ATINGE 50% DE REJEIÇÃO
Publicado em 10 de junho de 2026As projeções realizadas em setembro do ano passado (2025) pelo Professor Pedro Cézar – CEO do Instituto 6-Sigma – apresentando índices sobre a disputa presidencial, permanecem inalteradas mesmo após inúmeros eventos (imprevistos) e seus efeitos instantâneos. Restando apenas 115 dias para o primeiro turno, a mídia tradicional desenvolveu um movimento “gangorra”, registrando pequenas oscilações – abastecendo-se de dados oferecidos por amostragens pouco convincentes – cujo propósito é alimentar o otimismo da militância raiz do candidato das esquerdas.
O GERP divulgou ontem (09/06/2026) a mais recente pesquisa sobre a corrida presidencial, com dados coletados entre os dias 02 e 05/06/026. Flávio Bolsonaro, empatado com Lula, lidera numericamente no primeiro turno com 35%. Lula 34%; Renan Santos 4%; Romeu Zema 2%; Ronaldo Caiado 2%; Joaquim Barbosa 2%; Augusto Cury 1%. Indecisos, nulos e branco, 12%, não sabem ou não responderam 7%.
Num eventual segundo turno Flávio Bolsonaro alcança 44,7%, se distanciando de Lula com 39,1%, dentro de uma margem de erro de 2,2%. O número de indecisos nulos e branco chega a 13,1% e não sabem ou não responderam, 3,2%. O que nos causou surpresa foi o índice de rejeição. Lula cravou 50%, Flávio Bolsonaro 43%. O resultado desta pesquisa consolida as previsões do Professor Pedro Cézar, quando Flávio lançou sua pré-candidatura, posicionando-se ainda bem atrás de Lula, há nove meses. Flávio no segundo turno alcançaria um patamar mínimo de 53%.
Com uma rejeição consolidada em 50%, torna-se praticamente impossível vencer uma eleição. Genial Quaest, antes da condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou uma pesquisa onde buscava aferir os efeitos da “polarização”, na tentativa de estimular o surgimento de uma terceira via. Um dos quesitos indagava do eleitor entrevistado se Bolsonaro e Lula deveriam ser candidatos. Segundo a Quaest, 67% não concordaram com a volta de Bolsonaro, e 62% foram contra Lula disputar a reeleição.
Quando a grande mídia jogou no colo de Flávio Bolsonaro o escândalo do Banco Máster acendeu um sinal de alerta nas redes sociais. Telefonamos para o Professor Pedro Cézar para ouvir sua opinião, principalmente depois da pesquisa publicada pelo Instituto Atlas Intel, trazendo uma queda de Flávio Bolsonaro e um crescimento de Lula. “Nada mudou, a previsão é a mesma”. Como? Indagamos. Ele nos respondeu de forma metafórica, fazendo uma analogia do momento a uma piscina, com duas pessoas dentro. Uma com a água na altura do umbigo, outra com a água abaixo da cintura. Diversas pessoas pulam na água, que cria uma onda momentânea, mas, o volume é o mesmo. Após o impacto, os níveis voltariam aos de antes, nas mesmas posições de quem estava com a água abaixo e acima da cintura.
A mídia militante destaca com angústia o pacote de bondades (eleitoreiras) do governo, e cobra de Sidônio Palmeira – marqueteiro e Secretário de Comunicação do Brasil – resultados imediatos que melhorem a popularidade do Lula III. Por sua vez, o marqueteiro procura acertar nos erros do adversário, usando a crônica política para operar a “desconstrução”. O tempo passou (como um trem) e Lula ficou na estação 2008. Não prega, nem vende a ideia de prosperidade para o povo. Os programas do seu governo tratam a população como indigentes, e os vicia como pedintes. Conta de luz, gás; bolsa renda (feira); BPC; Auxilio Reclusão – valor acima do salário mínimo pago a gigante população carcerária do país; Seguro Defeso para Pescadores. Qual o futuro dessa nova geração que nos sucederá, saindo das universidades desempregada e sem mercado de trabalho? Todos sonham com cidadania, segurança, consumo, conforto e trabalho digno.
