Amaro Pinto

Advogado, Cronista, Articulista paraibano. Fascinado, humilde e curioso aprendiz do Direito, Literatura, Teologia e Filosofia. Avante – sempre – porque somente DEUS é grande.

OFENSAS PESSOAIS E DANOS.

Publicado em 29 de maio de 2026

É da Antiguidade Clássica (o que para alguns é desconhecimento absoluto e total) – a ensinança Socrática de que “a grandeza debate ideias – a choldra ofende pessoas” e nada mais atual e perene essa lição, sobretudo nos dias atuais, em que os meios de comunicação materializados nas famosas redes sociais, puseram ao alcance de gregos e troianos, lulistas e bolsonaristas – a facilidade de regurgitar a gorgolejos e engulhos, a putrefação das próprias entranhas à la godaça e ao mundo inteiro.

Sem medeios e peias (o que nem sempre vai funcionar, porquanto muitos desses asnos de cascos a bater nas frondosas testas) – respondem e já responderam por seus atos, por meios civilizados ou não – razão pela qual creio que as asneiras de que lhes são feitos os miolos mofados os estimulam a arriscar os couros e o minguado patrimônio (quando têm) – ao ter a afronta e o atrevimento de desancar pessoas apenas e tão somente pelo fato de expressar-lhes opiniões contrárias.

Advogado efetiva e ininterruptamente militante há 38 anos, na amada Paraíba e país afora, já defendi muitas e incontáveis causas de incautos que caíram na estultice que é-lhe de pasto, com o fito de minorar e conciliar situações desagradáveis e até, quando necessário, dependendo da angularização processual – ir até o fim , seja lá como fosse ou for – porque com honra alheia não se brinca.
É melhor fazer roleta russa, deitar-se no asfalto, – nessa hipótese com certeza, líquida e indisputável, um amental terá mais segurança, de modo a preservar a higidez.

Afeito por força da experiência da nobre profissão, de advogado ilibado realmente militante das primeiras às últimas Instâncias, nunca custoso repetir, há quase quatro décadas, não como biltres de calças curtas e cabeça grande de muar – aprendi que a sabedoria nasce da dúvida, cresce no debate e se consolida no contraditório – na lição também multissecular que ninguém (e bota ninguém nisso) é dono da verdade. Muito menos a estultice e parvoíce de se dizer de “bem”.

No fragor dos meios forenses, os embates são intensos, com fervura verbal argumentativa abundante, oriunda de braseiros intelectuais forjados no Estudo da Ciência do Direito, Filosofia, História, Teologia, Sociologia, Psicologia e que tais (mormente o bom, velho, escorreito e sempre mui bem-vindo, casto, Português – entretanto lá nos Augustos Tribunais reside o urbanismo, a altivez destemida, a lhaneza de trato, enfim, o respeito que se deve a quem pensa, fala e escreve de maneira diferente do adversário. – jamais de inimigo – isso arraigado unicamente na ralé mental, aos amantes das fofocas fátuas e malsãs- dos desocupados e igualha.

Sim, eis que nesse meio egrégio em que graças a Deus ganho honestamente o meu pão cotidiano, de natureza exclusivamente privada e não buscado tal ratazanas insaciáveis de favores crestados em pinica-paus do Erário, nem da subserviência e submissão a político algum – prossigo, nesse meio prevalece, fecunda-se e cresce o respeito, repito, e não a capenga língua de trapo disparando ofensas contra pessoas.

Na vida, e obviamente, no decorrer dela, encontramos e enfrentamos tudo: céus azuis, desertos, dias terríveis, outros boníssimos, dores, amores, desatinos, intempéries, injustiças e grandes créditos – todavia felizes aqueles aos quais a Justiça do Cristo (a quem Nele acredita) – como feito com Lázaro levantam-se e andam renatos, mais fortes, determinados, perseverantes, provados na fornalha do sofrimento e protegidos sob véus inexpugnáveis da bonança ofertada dia a dia pela Soberania Infinita da Divina Providência – para alcançar o brilho das vitórias consolidadas e inamovíveis que bocas viperinas jamais vão apagar.

De bom alvitre que nós humanos, todos errantes e frágeis, mortais a dias certos e pertencentes ao minuto seguinte, no dizer de São Paulo Apóstolo, possamos viver em paz, aceitando as diferenças e antinomias que nos são imanentes, uma vez que o perdão que nos aproxima de Deus também pode se tornar uma lâmina afiada e sem medo como relho certo em lombos equinos – restando como ainda mais certo que tranquilidade rima com tudo, em suma sincera, serenidade, felicidade, cordialidade e felicidade.

Como diria o sábio Papa João XXIII – “Pacem in Terris.
Viva.

Avante porque somente DEUS É grande!