FIM DA ESCALA 6X1: MAIS UMA TAPEAÇÃO DO GOVERNO
Publicado em 23 de abril de 2026As primeiras palavras do presidente Lula pronunciadas logo após o resultado das urnas eletrônicas – divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes – no segundo turno das eleições 2022, foi prometer que seu terceiro mandato não seria conduzido apenas pelo PT. Participariam de sua gestão os partidos que o apoiaram e outras legendas que lhes fizeram oposição. Costuraria um amplo acordo – arco de aliança – para “reconstruir” (?) o Brasil. Através do diálogo, extirparia a polarização, com apoio do parlamento e STF.
Sua vitória foi comemorada na Av. Paulista, com um público que não conseguiu lotar um quarteirão. As imagens ainda estão vivas e preservadas na internet. Antes de terminar seu discurso, o país inteiro começou a se mobilizar, invadindo ruas, paralisando estradas, ocupando as frentes dos quartéis. Onde estavam os eleitores que o elegeram? Por que não partiram para o confronto, celebrando seu triunfo?
Todos sabem como tudo terminou. Uma cerimônia de posse cercada por tapumes, e a pressão popular cobrando uma auditoria nas urnas eletrônicas, dados registrados no código fonte. Veio a emboscada do 08/01/2023, e o país não teve mais paz. Lula teve todas as chances de evitar seu infortúnio. Diante da TV, após o quebra-quebra na Praça dos Três Poderes, ele mesmo indagou: “onde estavam os guardas do Palácio? Alguém abriu as portas para esses baderneiros entrarem”. Claro, o General G. Dias, exonerado logo em seguida. Convocado por uma CPMI, permaneceu calado. No processo que condenou Jair Bolsonaro foi apontado como principal testemunha da defesa, ato negado por Alexandre de Moraes. As gravações das câmeras do Ministério da Justiça nunca apareceram. Flávio Dino desconheceu sua importância e não soube responder onde estavam as imagens que mostravam a invasão de vândalos, antes dos manifestantes chegarem ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e STF.
A OPORTUNIDADE PERDIDA – Lula esqueceu de olhar no retrovisor da história. Quando Getúlio Vargas foi pressionado a renunciar, anistiou todos os presos políticos, inclusive o líder comunista Luís Carlos Prestes, cumprindo pena há dez anos. Foi um ditador que surpreendeu a história. Deposto, voltou ao poder pelo voto popular. Em 1950, quem primeiro o apoiou para presidente? Prestes. Esqueceu que Getúlio entregou até sua esposa, Olga Benário, grávida, a Alemanha nazista. Lula teve a chance de repetir Vargas. Usando a “demagogia”, limparia até suas digitais no escândalo do petrolão. Sua “descondenação” seria esquecida. Teve a oportunidade de indultar todos os presos do 08/01/2023, e solidarizar-se com eles, alegando que já tinha sido vítima de injustiças.
Lá se foram 1.209 dias do Lula III. Nenhum projeto para o Brasil foi desenvolvido ao longo de todo esse tempo. Para tentar ter um mínimo de popularidade, iniciaram uma perseguição insana ao setor produtivo do país, criando a cada 47 dias um novo imposto, taxa, qualquer meio arrecadatório, capaz de bancar programas sociais que se tornaram anacrônicos. Ampliaram o Bolsa Renda – denominado Auxilio Brasil – de 98 bilhões em 2022, para 158,6 bilhões em 2025.
O BPC – Benefício de Prestação Continuada – dinheiro distribuído para quem não quer trabalhar – consumiu em 2025, 127,2 bilhões de reais, correspondendo a 1% do PIB, e 5,3% de todas as despesas primárias da União. Reduziu drasticamente os investimentos no ensino fundamental, que caiu de 790 milhões para 430 milhões de reais. Paradoxalmente, gastou mais de 1 bilhão com o programa Pé-de-meia, alunos com 16 anos ou mais, compra antecipada de votos.
INSULTO A JUSTIÇA ELEITORAL – Em pleno micro período eleitoral (março 2026) Lula destinou gás gratuito para atender 10 milhões de famílias, e assumiu a conta de luz de todos os cadastrados no CADUN – Cadastro único, 96 milhões de pessoas, ou 42,2 milhões de famílias. Com toda a gastança, o índice de aprovação do seu governo caiu para 24% segundo pesquisas. E o TSE? Não se pronuncia? Estes tipos de ações são condutas vedadas (legislação eleitoral).
Restando apenas 164 dias para o primeiro turno das eleições 2026, Lula se agarra a bandeira do final da jornada de trabalho 6×1. Pura hipocrisia. O maior setor empregador do país (poder público, bancos e estatais) já está na escala 5×2, com 40 horas de trabalho semanal. Governo Federal, Governos Estaduais; Prefeituras; Congresso Nacional; Assembleias Legislativas; Câmaras Municipais; Todo o Poder Judiciário; Ministério Público; Universidades; colégios e rede escolar; Rede Bancária. Só serão atingidos, o setor da construção civil e pequenas empresas com até cinco funcionários, que representam 65% do emprego formal do setor privado no país. Esta PEC irá gerar desemprego em massa, e trará uma inflação definitiva. Quem pagará o preço, é o consumidor final.
Empresários não pagam impostos, agregam estes valores aos preços dos produtos. Será que ainda virá outra tapeação?
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
