
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
INSTITUTO VERITÁ PROJETA LUCAS E EFRAIM NO SEGUNDO TURNO COM JOÃO AZEVEDO E MARCELO QUEIROGA DISPUTANDO
Publicado em 9 de abril de 2026O Instituto Veritá fez uma ampla pesquisa nacional – Estado por Estado – revelando os candidatos mais competitivos para Presidência da República, Governos dos Estados e Senado Federal (eleições 2026), após o final do prazo para troca de legendas, renúncias de governadores, prefeitos e alterações no quadro partidário. Os dados foram divulgados e postados nas redes sociais, ontem, 08.04.2026.
Na Paraíba, surpresa total. O governador Lucas Ribeiro vinha crescendo ou encurtando distância, com vistas alcançar o primeiro colocado – segundo alguns institutos de pesquisas – o então prefeito da Capital, Cícero Lucena. Um fato novo surgido em novembro (2025), com trajetória meteorítica. Estagnou há três meses, com oscilações entre 28% e 33%. Na sua largada, chegou a beirar 40%. Se Cícero não fosse necessário renunciar e só lançasse seu nome nas convenções, estaria no segundo turno como a “terceira via”. Porém, não conseguiu manter seus índices. Perdeu o perfil de “expectativa de poder”, posições que passaram a ser ocupadas por Lucas Ribeiro – sua posse no governo do Estado – e Efraim Filho, com o crescimento de Flávio Bolsonaro.
O tombo foi grande e totalmente inesperado. Postamos neste espaço recentemente – cerca de trinta dias – Lucas com 25%. A lógica seria crescer 10% nos seus primeiros quarenta dias de governo. Mas, o Veritá nos mostrou que subestimamos o imenso poder do Estado. Na coleta estimulada, Lucas Ribeiro apareceu com 40,2%; Efraim Filho 28,9% e Cícero Lucena 27,3%. Na espontânea, Lucas cresce para 44,5%; Efraim Filho 29,7%; Cícero Lucena despenca para 21,6%. Quando o eleitor se manifesta sobre a rejeição, Efraim Filho lidera com 34,2%; Cícero Lucena 29,2%; Olímpio Rocha 18,9% e Lucas Ribeiro não é mencionado. “Outros”, representam 17,7%.
Na disputa pelas duas vagas para o Senado Federal os índices também foram impactantes. Nabor Wanderley, com seu nome diariamente divulgado nos “Blogs”, não pontua em nenhum dos quadros. Na estimulada, João Azevedo registra 47,2%; Marcelo Queiroga 22,0% e Veneziano Vital do Rêgo cai para 18,5%. Nabor zero, ou ficou entre “outros” que totalizam 18,5%. Na espontânea, João cresce para 50,1%; Veneziano 20,2%; Marcelo Queiroga 20,1%, empate absolutamente numérico.
Na corrida presidencial, nas respostas estimuladas Lula lidera com 51,2%, seguido de Flávio Bolsonaro com 43,0%. Na espontânea, quando o eleitor responde que já tem um candidato e cita seu nome, Lula desce para 50,4%, Flávio Bolsonaro 34,8% e Jair Bolsonaro 10,9%. Somando Flávio e Bolsonaro, 45,7%. Dentro da margem de erro, onde a distância de Lula para Flávio se reduz em apenas 5%.
O estradeiro Wilson Santiago, campeando votos por todos os grotões do Estado, nos alertou em janeiro sobre as “mudanças”. Estimava Lula com 55% e Flávio 45%. Bateu. Flávio continuou crescendo, e Lula vem ampliando seu desgaste, dia após dia.
João Azevedo – na visão dos palacianos – continuará influente, como uma eminência parda no novo governo. Mesmo tendo bastante gordura para queimar, pode ser derrotado. Doravante, dificilmente crescerá, após ter derrapado na primeira curva da corrida. Ficou só no PSB e não conseguirá eleger um deputado federal. Foi abandonado por Gervásio Maia, Ricardo Barbosa e sua maior aliada, Pollyanna Werton, que há quatro anos alcançou 485 mil votos para o Senado, com seu apoio e empenho. Sobrou o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, enrolado com a justiça, abraçando o desafio de alcançar mais de 200 mil votos, puxando um exército de anões, de baixa densidade eleitoral. Sem caneta e tinteiro, claudicam João, Nabor, Cícero e Tyrone.
