AS PRÓXIMAS QUARENTA E OITO HORAS CÍCERO LUCENA PODERÁ DEIXAR VENEZIANO SEM PALANQUE
Publicado em 31 de março de 2026Exatamente há onze dias (20/03/2026) postamos neste espaço matéria intitulada “Cícero Lucena: ainda há tempo para recuar”. No texto explanamos o grau de dificuldade de sua postulação, a partir da estagnação dos seus índices, oscilando entre 28%, 30% e 33% desde outubro de 2025. A mídia começou a esquecê-lo. Tiraram-no do micro-ondas e o puseram no freezer. Na ausência de fatos novos, a crônica política do quotidiano direcionou seus holofotes para Lucas Ribeiro (expectativa de poder) com data da posse e hora marcada para solenidade de transmissão do cargo. Efraim, fazendo o dever de casa, permaneceu no encalço de Lucas. Cícero Lucena começou a ser esquecido. Tiraram-lhes os microfones, câmeras, e só pequenos blogs registravam raramente seus passos. O PT deu sua forte contribuição, como elemento desagregador.
Ontem (30/03/2026) nas redes sociais “cortes” do programa de Fabiano Gomes, desabafando sobre o abandono de Cícero Lucena, por sua legenda (MDB) e lideranças que o apoiavam. Qual o prefeito do MDB que declarou apoio a Cícero? O radialista aconselhava-o a permanecer no cargo, realizar uma grande gestão, reeleger seu filho e eleger seu sucessor em 2028. Concluiu recomendando-o a dar uma banana para toda classe política (?). Deixar a vida pública em 2028? Em 2030 tem eleições. A classe política de hoje é a mesma de ontem e de sempre. Trocam-se apenas os nomes. As condutas e comportamentos são os mesmos. “Em tempos de pouca farinha, primeiro meu pirão”.
O vice-prefeito Léo Bezerra, que já tinha comprado o paletó da posse, em declarações admitiu a possibilidade de desistência de Cícero e permanência no cargo. Respeitava sua decisão e estaria ao seu lado em quaisquer circunstâncias. O próprio Cícero, ao ser abordado, estava inaugurando uma obra e respondeu com desdém: olhem para estas pias novas, e estes vasos sanitários (?), dirigiu-se a seu entorno político.
Luís Torres, em seu programa, improvisou um enredo alucinado criando um roteiro de teoria da conspiração. “Tudo tinha sido obra dos Cunha Lima”. Que loucura! Acusou o Clã de ter soltado a mão de Cícero, deixando-o isolado para que Cícero desistisse e oferecesse sua vaga a Pedro Cunha Lima. Pena que Luís Torres esqueça os fatos em tão pouco tempo. Os Cunha Lima abraçaram a candidatura de Cícero Lucena para honrar o compromisso com Veneziano Vital do Rêgo. Votou em Pedro, no segundo turno das eleições de 2022. Regos e Cunha Lima voltaram a caminhar juntos após 58 anos. A última vez que estiveram próximos foi no distante 1968. Outro lapso de memória de Torres:
Pedro esteve candidato ao governo até outubro/novembro de 2025. Cícero aparecia em primeiro lugar – com larga margem de vantagem – em segundo vinha Pedro, seguido por Efraim e Adriano Galdino, empatados. Pedro desistiu para não atrapalhar o projeto de Veneziano, que queria Cícero Lucena como candidato.
No dia da filiação de Cícero Lucena no MDB, – festa realizada em João Pessoa – Ronaldo Cunha Lima Filho esteve presente e disponibilizou seu nome para compor a vaga de vice. Quando Veneziano trouxe Cícero a Campina Grande, abrilhantaram a festa Glória, Cássio, Pedro e Ronaldo Filho. Oportunidade que fumaram o “cachimbo da paz”.
Era visível que o time de Cícero havia se cansado no aquecimento, antes de entrar em campo para disputar a partida. Ansiedade, incoerência e contradições o levaram a esquecer o passado. Cícero no PSDB foi um adversário histórico do PT. Como iria agora montar um palanque para Lula? O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, é bolsonarista e vota em Efraim/Veneziano. Sua esposa, Juliana Cunha Lima, será a vice de Efraim. Romero Rodrigues não pode trombar com Bruno. Quer o seu apoio para reeleger-se, e ser o seu sucessor. Faz quanto tempo que Cícero não anuncia uma adesão? Se Cícero desistir, cria-se um efeito dominó. O empuxo do seu naufrágio arrastará Veneziano, que ficará sem palanque. Seus índices despencarão. João, Queiroga e Nabor avançarão sobre suas trincheiras. Será um massacre.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
