EXCLUSIVO: SE NÃO OCORRER TROPEÇOS LUCAS RIBEIRO JÁ ESTÁ NO SEGUNDO TURNO
Publicado em 8 de março de 2026A última pesquisa – das oito que vem sendo realizadas mensalmente pelo Instituto Setas – divulgada pelo portal Polêmica Paraíba, trouxe oscilações surpreendentes, segundo seus índices, registrando um declínio acentuado do prefeito Cícero Lucena (30,8%) e uma rápida ascensão do pré-candidato, vice-governador Lucas Ribeiro, que começou sua trajetória pontuando na casa de um dígito. No mês passado (fevereiro 2026) Lucas alcançou 25,1% das intenções de votos, aferidos através de uma amostragem estimulada, posicionando-se à frente de Efraim Filho – fora da margem – atrás com 6,6% e encurtando sua distância do primeiro colocado em apenas 5,7% das intenções de votos. O mapa projeta empate técnico.
Estatísticos e analistas de pesquisas consideram que a margem de erro favorece ao candidato que vem crescendo. Neste aspecto, Lucas poderá (em tese) estar com 27,6% e Cícero Lucena com 28,3%. Empate técnico. Efraim Filho cravou 18,5% (cresceu), somando a margem de 2,5% pode ter alcançado 21,0%. Entretanto, o número de indecisos, nulos e brancos (8,9%), e não sabem ou não responderam (16,7%), ainda é bastante alto, representando 1/4 do eleitorado, ou 25,6%. O eleitor indeciso, que não sabe ou não quis responder, geralmente flerta com a oposição.
Comparando a um “teatro de guerra”, as tropas começam a se posicionar e iniciarem o avanço. É chegado o momento dos candidatos começarem a mostrar seu “poder de fogo”. Vencerá o melhor, não necessariamente o maior exército. Os números de Cícero Lucena (no momento) são preocupantes. Sugerem mudanças na sua estratégia, a ser redesenhada. Usar uma tática mais agressiva? Contra quem, e em que direção? Talvez a falha esteja na ausência de logística. Sua linha de defesa será atacada em duas frentes, com uso de “artilharia pesada”. A máquina do governo e o discurso da direita conservadora radical. Atualmente, como candidato de “centro”, será esmagado pela polarização direita x esquerda. Não existe espaço para uma “terceira via”, devaneio da grande mídia, experimento que nunca funcionou no Brasil.
A partir do dia 03/04/2026, dos três candidatos Lucas Ribeiro será o mais assediado pelos políticos profissionais, puxadores de votos, líderes de pequenos redutos espalhados por todo o Estado. Não precisa deixar o Palácio da Redenção para recrutá-los. Todos baterão na sua porta, diariamente, prontos para “voluntariarem-se”. Exigem apenas cargos, contratos de trabalho, busca pela permanência na folha para salvarem a feira e pequenos convênios para concluírem obras ou manterem programas assistenciais. Após seus primeiros quarenta dias, o “boca a boca” construirá seu perfil. O “sim ou não”, seguido de uma ação instantânea, poderá catapultá-lo para a primeira posição na disputa. Os votos surgirão dos que “não souberam” ou “não responderam”, e dos que serão subtraídos do seu adversário direto, dentro do mesmo bloco ideológico: Cícero Lucena.
Os desfechos da CPI e CPMI (Crime Organizado e roubo do INSS) será a munição letal usada por Efraim Filho, que ainda conta com um elemento surpresa em seu favor: a provável CPMI do Banco Master. Mesmo que não seja instalada, investigações, vazamentos de informações e prisões por corrupção ocorrerão em larga escala, e nos três poderes. A reação do eleitor será pior que 2018 (Lava-Jato). Renovação superior a 50% da Câmara e do Senado, elegendo diversos governadores “bolsonaristas”, que não tinham perspectivas de vitória.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
