Júnior Gurgel

Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.

LUCAS RIBEIRO CRESCE, CÍCERO ESTANCA EFRAIM CLAUDICA

Publicado em 26 de fevereiro de 2026

 A análise abrangente realizada pelo Instituto Setas, após pesquisa realizada entre os dias 26 e 30/01/2026 (apresentada em vídeo) traz o resumo de um somatório de todas as amostragens realizadas ao longo de 2025, observando as curvas ascendentes e descendentes, com perspectivas de consolidações nos próximos oito meses.

O pré-candidato Lucas Ribeiro – até setembro de 2025 –  estava bem atrás do primeiro colocado na “maratona”, embolado numa disputa com Pedro Cunha Lima, Efraim Morais e o presidente da ALPB, Adriano Galdino, que desistiu antes de chegar a metade da prova, por razões óbvias. Estava sendo “boicotado” dentro de sua própria legenda (Republicanos). Com um discurso sempre alinhado a Lula e ao Palácio da Redenção – nos últimos oito anos – ficou impossível romper intempestivamente. Teria que trocar de partido, discurso e bandeira. Passar a criticar, quem outrora elogiava. Seria incoerência para o eleitor, que poderia julgá-lo “oportunista de plantão” Sua personalidade “sincericida”, com postura radical defendendo aquilo que acredita, conquistou respeito e admiração dos seus seguidores. Negaram-lhes a oportunidade.

Cícero Lucena, largou na frente, chegou próximo aos 40%. Mas, estagnou no perigoso índice dos 32%, e há mais de quatro meses, não consegue avançar. Efraim Filho, claudicando, ainda não alcançou os 20% do Bolsonarismo raiz da Paraíba. Faltou-lhes ousadia e garra. Por que não se filiou ao PL, desde o dia que decidiu ser o candidato dos conservadores? Permaneceu no União Brasil, principal partido protagonista do toma lá, dá cá, legenda envolvida em mais escândalos que o próprio PT. COP 30, roubo dos aposentados do INSS, agora Banco Master, e só Deus sabe o que ainda surgirá. Sua mudança dependia apenas dele próprio. Colocar-se no lugar do eleitor – despido de seus interesses – avaliar como a população enxerga o União Brasil: conluio de picaretas.

Lucas fala pouco, sabe ouvir, e tem um estilo próprio que será revelado durante a campanha, e após assumir o governo. Está apenas 9% atrás de Cícero. Foi o candidato que mais cresceu Não é criança e viu os altos e baixos da família. Certo ou errado, decisões doravante, serão suas. Talvez surpreenda até seu tio, Aguinaldo Ribeiro, encarando que seu destino político está em suas próprias mãos. Algo semelhante foi visto em Campina Grande, quando Cássio Cunha Lima assumiu a prefeitura. Os frequentadores da Casa do poeta Ronaldo, não eram os mesmos da casa de Cássio. Talvez Lucas separe as águas, como o fenômeno Rio Negro e Solimões.

Efraim Morais tem que trocar de tênis. Baixar a bola e deixar de pré-julgar lideranças. Quem sabe tudo, não sabe nada. Escute o povo. Seu único voto não é suficiente para elegê-lo ou torná-lo competitivo. Ninguém consegue contar uma novidade a Efraim. Ele já sabe e domina o assunto. Humildade é aprendizado.

Quanto a Cícero Lucena, bateu no teto. Mas, tem a perspicácia de saber acertar, onde seus concorrentes erraram ou estão errando. No final de maio (2026) saberemos quem tem chances reais de chegar ao segundo turno. Tudo depende dos primeiros atos de Lucas, com a máquina na mão, e sua habilidade de conversões. Afastar os desagregadores do governo João Azevedo, e puxar agregadores. Se cair na armadilha do discurso “ideológico”, seu projeto será natimorto. O eleitor do centro que representa 1/3 dos habilitados a irem as urnas, é observador e não tem pressa.