VICE DE EFRAIM: ANNELISE É A OPÇÃO PARA AGREGAR E UNIR O BOLSONARISMO E TODA A DIREITA DE CAMPINA GRANDE
Publicado em 4 de fevereiro de 2026O pré-candidato a governador do Estado, Efraim Morais – coerente com seu histórico genético e ancestral antipetista – tem em seu favor a simpatia do bolsonarismo e da direita cristã conservadora de Campina Grande, fato percebido em 2022 quando a Capital do Trabalho trocou Veneziano Vital do Rêgo (esquerda festiva) pelo radialista pessoaense Nilvan Ferreira. O eleitor campinense interagiu com a postura radical de Nilvan Ferreira, que só não conquistou a primeira colocação no primeiro turno, derrotando até um “Cunha Lima”, graças à retórica “ensaboada” de Pedro Cunha Lima, que aparentava no seu discurso “escorregadio” um perfil de centro direita.
Pedro Cunha Lima obteve 35,74% dos votos, correspondentes a 78.124; Nilvan Ferreira, ao lado de Bolinha, 24,30% totalizando 54.301; Veneziano Vital do Rêgo 21,93%, em números de votantes, 48.390 – perdendo cerca de 70 mil votos após sua campanha exitosa da reeleição de 2008. E finalmente João Azevedo, que em todas as pesquisas tinha sua gestão aprovada por 67% dos campinenses, amargou a lanterna com 17,25%. Apenas 38.078 sufrágios. Quanto a João Azevedo, resta a dúvida. Os índices foram “fabricados” nos laboratórios dos Institutos de Pesquisas? Sem cometer erros, como João Azevedo conseguiu perder 50%, dos 67% que o aprovavam? Tentativa frustrada de manipulação, experimentada em 2010, quando o IBOPE apontou Maranhão como vitorioso no primeiro turno, com 22% à frente de Ricardo Coutinho.
A insistência de Efraim Morais em ter como companheiro de chapa um campinense e preferencialmente com o sobrenome Cunha Lima, é um anseio fora do contexto da crise vivida no Clã e na gestão do prefeito Bruno Cunha Lima. No evento (recente) realizado em Campina Grande, para chancelar o apoio de Pedro Cunha Lima à candidatura de Cícero Lucena, a ausência de Cássio Cunha Lima sinalizou que o grupo está dividido. Da caravana de vereadores da base aliada do prefeito Bruno, apenas dois se fizeram presentes. O alcaide ignorou o acontecimento, que se resumiu num abraço de Glória Cunha Lima, matriarca do Clã. O gesto foi interpretado (erroneamente) como apoio do grupo. No discurso de Romero Rodrigues, verdade exposta, “represento o meu CPF”. Pertenço a um partido e democraticamente respeito pelo posicionamento da maioria.
O “time” de Bruno Cunha Lima tem validade, prestes a vencer. Se não repetir o instinto de sobrevivência (modus operandi) de Cássio Cunha Lima, será defenestrado e execrado da vida pública. Tem que demitir nove mil contratados, cortar linearmente todas as gratificações, deixar as receitas superavitárias e acima das despesas. Isto implica em desgaste momentâneo. Mas, quando a folha estiver sendo paga dentro do mês trabalhado, ganhará a performance de um gestor austero, respeitado pelo povo e admirado por 60% da população, que sobrevive sem contracheques da PMCG. Já perdeu um ano. O segundo, será fatal. A primeira dama Juliana Cunha Lima é o “canto da sereia”. Se lançá-la como vice, a “maquina” implodirá, com milhares de contratações.
A bola da vez é a Dra. Annelise Meneguesso. Mulher, presidente do Diretório Municipal do PL, liderou o movimento “vem para as ruas”, sempre pôs seu nome à disposição do partido e da causa. Atendeu Arthur Bolinha por duas vezes, como sua candidata a vice-prefeita. O admirável é seu reconhecimento nacional por Bolsonaro, Michele e Nicolas. O único atributo que lhe falta é a decisão de se “impor”. Bater o pé e delimitar seu espaço. “Quem espera pela mão alheia, mão janta a pior ceia”. Annelise tem que ter a coragem de exigir seu espaço. Já pagou o preço de ser “coadjuvante plantonista”, num processo onde predomina a ousadia e não o servilismo colaborativo. Delegado Waldir, ex-deputado federal pelo DF, petrificou-se quando Bolsonaro lhe confidenciou que seria candidato a presidente. “Eu o considerava um excêntrico, agora vejo que ele tem distúrbios psíquicos, que o impedem de ver a realidade”. Bolsonaro foi eleito presidente, Valdir não conseguiu se reeleger.
Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)
