Emir Gurjão

Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.

O que diz esta foto: arranjo político

Publicado em 1 de fevereiro de 2026

Após analisar 96 comentários sobre esta foto, o que as pessoas não viram, mas sentiram: pose, sorriso ou cenário.
O que demonstra:

Leitura histórica e não estética (frase dos leitores):

“velha política”
“acordos”
“troca de favores”
“o circo está completo”
“abrir os olhos”
“fossa transborda”
“boi de reis”

Essas frases mostram que a leitura foi histórica, não estética.

A foto acionou na mente coletiva lembranças de: alianças antigas,
acordos conhecidos, ressentimentos acumulados, disputas entre grupos tradicionais,
episódios passados que ainda vivem na memória do eleitor.

Por que isso acontece?

As imagens políticas não são vistas no presente, São interpretadas à luz do passado.
Quando figuras com trajetórias longas aparecem juntas, o eleitor não pensa: “Que encontro interessante.”
Ele pensa: “O que está sendo combinado aí?”

A DIFERENÇA ENTRE “EVENTO” E “SINAL”

Um evento mostra algo que está acontecendo.

Um sinal sugere algo que pode estar sendo articulado.

Essa foto, para muitos, foi um sinal, passou menos a sensação de renovação e mais a de rearranjo.

A ANALOGIA QUE MELHOR EXPLICA

É como ver ex-sócios que já brigaram no passado voltando a aparecer juntos em público.
A pergunta automática não é sobre amizade.
É sobre interesse.

O impacto no eleitor neutro (o mais importante, que decide eleição )— desconfia.
Porque ele não enxerga novidade.
Ele enxerga reorganização do que já existia.

O QUE A FOTO REPRESENTA NA PRÁTICA
Para muitos paraibanos, a imagem não simboliza união por projeto.
Simboliza união por circunstância.
Não comunica: “algo novo está nascendo”.
Comunica: “o sistema está se rearrumando”.

PARA O ELEITOR, ESTA FOTO:
Foi um gatilho de memória política.
E, quando isso acontece, a leitura deixa de ser sobre pessoas e passa a ser sobre história, acordos e interesses.
Por isso, para uma parte significativa do público, a imagem transmitiu menos força de renovação e mais sinal de rearranjo.
E a pergunta que ficou no ar, para muitos, foi simples e direta:
“O que está sendo combinado aí?”