MUDANÇAS RÁPIDAS PUXAM O TAPETE DE LULA

Publicado em 15 de janeiro de 2026

O Instituto Genial Quaest divulgou ontem sua primeira amostragem do ano de 2026 – a pouco mais de nove meses para o primeiro turno das eleições de outubro próximo – apresentando alguns números conflitantes, obviamente atendendo ao cliente que encomendou o trabalho, e pagou por sua divulgação. Em seus “recortes” destaques contraditórios a serem observados, através de índices (aleatórios) que contrastam com a realidade do momento. A rapidez nas mudanças de comportamento do eleitor sinaliza que a população começa a julgar e se engajar no clima da disputa.

Evidentemente – não podia ser diferente – Lula vence todos seus prováveis adversários, no primeiro e segundo turno. Entretanto, no quesito em que o entrevistado avalia o governo (no geral), seus índices continuam estagnados na “zona crítica”. Apenas 32% consideram sua gestão boa e ótima. Com a margem de erro de 2%, é provável que esteja com 29%. Este é o contingente dos eleitores das esquerdas, ainda fieis ao PT. Os que classificaram como ruim e péssima a gestão subiram para 39%. Dentro da margem, talvez esteja em 41%. O maior problema do governo, até dezembro de 2025, era a Segurança Pública. Em trinta dias, a corrupção saltou do 4º para o 1º lugar.

Neste contexto, os efeitos da CPMI do roubo dos aposentados do INSS teve um papel decisivo. Desvio de finalidade das emendas parlamentares, com prisão de um prefeito, seu vice e toda a câmara de vereadores (fato ocorrido no Estado do Maranhão; deputados federais investigados pela PF, alvos de busca e apreensão; roubalheira na COP 30; escândalo do Banco Master; reajuste de apenas 3,9% (abaixo da inflação) para aposentados e pensionistas, mudaram a opinião até dos beneficiários dos programas sociais, que passaram a se sentir roubados. O governo dá com uma mão e tira com a outra, aumentando os impostos sobre o consumo e produtos da cesta básica.

Instalação de uma CPI ou CPMI para investigar o Banco Master – se Hugo Motta e David Alcolumbre permitirem – desmoronará o país, e sob seus escombros serão soterrados a reputação dos “cabeças” da Praça dos Três Poderes. Todos estão envolvidos, na maior fraude bancária da história do país, segundo palavras do ministro da Fazenda Fernando Haddad, que deixará o governo no mês vindouro (fevereiro 2026).

Um governo que escolhe como seu principal ministro um “marqueteiro”, deixa claro que seu projeto é de poder. As redes sociais pedagogicamente vem mostrando ao povo que por onde Lula passou em suas andanças desde 2023, seus aliados ideológicos foram esmagados pelas urnas. Argentina, Bolívia; Peru; Chile; Equador. A Venezuela se dissolveu e se transformou num “Pretorado” dos Estados Unidos. Cuba e Nicarágua não sobrevivem sem a quota de petróleo que lhes era destinado. Resta apenas a Colômbia, com eleições previstas para maio próximo, e o Brasil, em outubro. O Irã está em guerra civil. O Hezbollah e o Hamas foram destruídos. A reinstalação da UNASUL sobreviveu apenas ao primeiro encontro. Os BRICS foram desmontados. Existe apenas no papel, para garantir o salário da ex-presidente Dilma Rousseff. E o G-20? Perdeu sua agenda.

Macron lhes deu as costas, e está obstinado em obstruir o acordo Mercosul/União Europeia. Xi Jinping impôs tarifas sobre as proteínas (carnes) que exportamos. Rússia e o próprio Brasil serão tarifados em 25% se continuarem furando o bloqueio econômico imposto ao Irã. A vaidade de Lula em busca de glamour encontrou amparo nos conceitos e conselhos retrógrados do caduco Celso Amorim. No novo cenário geopolítico redesenhado pela maior superpotência do planeta não existe campo fértil para o cultivo das anacrônicas ideias das esquerdas, e seus nostálgicos, utópicos e oportunistas projetos de poder para implantar a Ditadura do Proletariado que sucumbiu com a queda do Muro de Berlim há mais de três décadas. Lula e seu “marqueteiro” apostam na fragmentação da direita, para que o PT chegue ao segundo turno. Vitória de Pirro. Conservadores se unirão e o derrotarão.

Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)