Novo ministro de Lula levou “carão” público de governador quando foi secretário de Estado e como gestor de empresas da família faliu quase todas
Publicado em 19 de dezembro de 2025O primogênito do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da ex-vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano, Gustavo, foi anunciado como novo ministro de Turismo do Governo Lula, substituindo Celso Sabino.
Em 2018, Gustavo Feliciano titulou a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico do Estado da Paraíba, nomeado pelo governador João Azevedo, de quem Ligia, sua genitora, era a vice governadora.
Com pouco mais de 3.000 seguidores e menos de 100 publicações no Instagram, Feliciano tem um perfil discreto, com fotos de família e algumas alusões ao seu período como secretário de estado.
Por ser o filho mais velho, na vida privada Gustavo atuou sempre como “gerente” dos negócios da família, principalmente depois que o pai foi morar na Capital da República para exercer o mandato de deputado federal. E nessa atribuição, foi literalmente derrotado.
Os Felicianos mantinham na Zona Leste de Campina Grande uma próspera fábrica de biscoitos populares, mas a empresa sob gestão de Gustavo foi à falência, mesmo destino de um hospital de urgência e emergência (espécie de Pronto Socorro) gerido por Gustavo também sediado em Campina Grande às margens do central Açude Velho, com nome da sua avó materna, Mariana.
Gustavo também não prosperou com a UNESC, grupo de faculdades da família, onde era espécie de “Reitor”, também na Rainha da Borborema, que faliu igualmente de modo repentino.
Na função executiva de responsável pelo turismo paraibano, a principal “proeza” – nada digna de elogios – do novo ministro brasileiro foi o carão público que tomou do governador ao desmenti-lo sobre declarações dadas à imprensa campinense de que o Estado iria desapropriar a área onde funciona o Parque de Exposições de Animais do Ligeiro para lá construir o Centro de Convenções da cidade, cujo projeto fora deixado pronto pelo ex-governador Ricardo Coutinho.
O desmentido de João Azevedo serviu para tranquilizar centenas de pequenos produtores rurais da região que seriam prejudicados com o fim da feira semanal de animais existente no local.
Dos negócios da família Feliciano na Paraíba restam ainda duas emissoras de rádio FM, uma em Campina Grande, a Panorâmica, e outra em Santa Rita, que transmitem o programa diário A VOZ DO CORAÇÃO, onde o pai de Gustavo faz proseletismo político com distribuição de cestas básicas a eleitores (ouvintes) carentes das periferias dessas localidades, e onde Gustavo nunca chegou a ser dirigente.
O pai de Gustavo, deputado Damião Feliciano, é médico cardiologista e foi reeleito para o cargo na Câmara para o mandato de 2023 a 2027.
Nas redes, Damião se coloca como o “primeiro e único deputado federal negro da Paraíba”. O congressista é ainda coordenador-geral da Bancada Negra da Casa.
Além de defender a pauta racial, o deputado também atuou de forma favorável ao PL (projeto de lei) que isentou o Imposto de Renda para os trabalhadores que têm renda mensal até R$ 5.000. O texto foi uma proposta enviada pelo governo federal.
Damião é casado com Lígia Feliciano, que também é médica, já atuou como vice-governadora da Paraíba e hoje é diretora de departamento de aquisição de alimentos no Ministério do Desenvolvimento Social.
TROCA NO MINISTÉRIO DO TURISMO
Depois que o União Brasil expulsou Celso Sabino do partido, a sigla pediu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para indicar um novo nome associado à legenda.
Sabino foi expulso depois de não acatar ordem do presidente do partido, Antonio Rueda, que deu um ultimato para que todos os filiados ao União deixassem seus postos no governo.
Expulso do partido por não querer sair do governo — e depois querer um nome associado à sigla no governo novamente —, Sabino falou com jornalistas nesta quarta (17) e afirmou que o União deve ter “suas razões”. Questionado se via o movimento como incoerência, o ex-ministro não respondeu.
Fonte: Da Redação
