O grande acordo sendo cumprido: dosimetria aprovada no Senado segue para sanção presidencial

Publicado em 18 de dezembro de 2025

Dessemelhante do ano de 2024 – que só terminou em abril de 2025 – pelo que aparenta, o ano legislativo e o exercício fiscal orçamentário do Poder Executivo de 2025 se encerrou ontem, com a aprovação no Senado Federal do projeto da “Dosimetria” (45×25) reduzindo as penas dos manifestantes do dia 08/01/2023, presos e condenados por Tentativa de Golpe de Estado e Abolição do Estado Democrático de Direito.
Em apenas uma semana, trabalhando a quatro mãos, os presidentes da Câmara e Senado aprovaram o Orçamento de 2025. A Câmara dos Deputados limpou sua pauta. No Senado, ficaram pendentes algumas PEC importantes, como a da Segurança Pública. Mas, Lula tinha pressa.

O acordo com Trump exigia a PEC da dosimetria, versão considerada pelo Departamento de Estado (USA) como uma “anistia”. A Venezuela já estava entregue à sua própria sorte, e Lula aceitou ser “escalado” para conceder asilo político ao ditador Nicolás Maduro. Celso Amorim desapareceu do radar. E, após a derrota comunista no Chile (domingo), não voltará mais à cena política, com sua agenda “progressista” anti-imperialista. Seu tempo de uso e validade terminou na última ligação de Lula para Donald Trump, se colocando à disposição para combater o “Narcoterrorismo” na América do Sul. Traduzindo: “apoiou a queda de Maduro”. Em troca, redução das tarifas e revogação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes/esposa.

Dentro de 14 dias se iniciará o ano eleitoral. É chegada a hora de trocar a fantasia do carnaval pelas vestes de Papai Noel. Terá que se aproximar e tentar a qualquer custo uma fatia do centrão. Exonerou o ministro do Turismo, Celso Sabino, expulso do União Brasil que havia desembarcado do Governo. Sabino sentiu-se traído. Havia trocado uma legenda que comandava em seu Estado para ficar ao lado de Lula. Em seu lugar – tentando segurar o União Brasil – nomeou o filho do deputado federal Damião Feliciano, vice-líder do governo na Câmara (?). Antônio Rueda levou mais uma rasteira.

Em sua última reunião ministerial, realizada ontem (17/12/2025), Lula não poupou elogios ao Congresso Nacional. “Nos atenderam em tudo que pedimos, principalmente os espinhosos projetos de nossa pauta econômica”. Realmente, criaram e aumentaram mais de 40 tarifas, taxas e impostos. A última foi ontem, um corte linear nas renúncias (incentivos) fiscais de 10%, que engordará os cofres do Governo em 20 bilhões no ano de 2026. Atropelaram a “Meta Fiscal”, deixando gastos na ordem de 150 bilhões fora do Orçamento. Com toda esta farra e descontrole, os juros da taxa Selic não serão revistos. Lula não critica mais o Banco Central, presidido por um indicado “seu”. Silente, o TCU engole seco desmandos sem precedentes, comprometendo sua imagem, respeitada desde a Ditadura Vargas e até pelos governos militares. Congresso, Governo e STF criaram uma “Confraria”, deixando TCU e BC fora do Clube do Poder.

A tentativa de obstrução da votação no Senado, do projeto da “dosimetria”, teve alguns momentos tensos e reveladores. Renan Calheiros exigia aos berros a retirada da pauta ou permissão de vistas. O presidente da CCJ, Otto Alencar, permitiu por cinco horas. Ao insistir, ouviu o que não queria do relator Esperidião Amin. “Ninguém está pisoteando a lei, como já o fizeram aqui no passado”. Referia-se ao próprio Renan, que rasgou uma decisão do STF, afastando-o da presidência do Senado em seu último mandato, há sete dias antes de deixar o cargo. Seu colega de partido, senador Alessandro Vieira (MDB/SE), na tribuna e encarando Renan, foi mais longe. “Não admitimos esse tipo de comportamento dúbio, inclusive do ministro Alexandre de Moraes, que em sessão no STF quis desacreditar esta casa. Como a maioria dos presentes em plenário sabem, o ministro participou, opinou e concordou com tudo que foi posto no projeto”. O tragicômico foi que poucos viram a caravana passar. Presos diante da TV, o Brasil em peso assistia a disputa do Flamengo contra o PSG. No país do carnaval e futebol, primeiro o “caneco”. A política, leis e nosso futuro, fica para depois.

Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)