
Marcos Marinho
Jornalista, radialista, fundador do ‘Jornal da Paraíba’, ‘Gazeta do Sertão’ e ‘A Palavra’, exerceu a profissão em São Paulo e Brasília; Na Câmara Federal Chefiou o Gabinete de Raymundo Asfóra e em Campina Grande já exerceu o mandato de Vereador.
Quando o AFASTAR ganha seu melhor significado
Publicado em 5 de novembro de 2025Ontem, na reunião mensal da nossa Pastoral Familiar, já em pauta o ADVENTO, que na Igreja Católica marca o tempo de preparação para o Natal com a espera da segunda vinda de Cristo e o início do Ano Litúrgico, período de quatro semanas que incentiva a esperança, a vigilância espiritual e a conversão, através da oração e de gestos de solidariedade vivemos – eu e Márcia – um especialíssimo momento: o reencontro com os amigos e o retorno às atividades de servir às famílias da nossa Paróquia, em sua maioria bem necessitadas, principalmente de uma palavra ou de um abraço fraterno e irmão.
Mas o nosso advento de retorno, eis que há aproximadamente quatro anos havíamos interrompido o serviço na Pastoral cingindo o nosso tempo à exclusividade do pastoreio de casa, onde a chegada de mais quatro abençoados netos e a multiplicidade de problemas que o Lar-Doce-Lar de cada um de nós enfrenta não nos permitia tempo extra para nos dedicarmos também às demandas e às dificuldades da grande família pastoral, acabou sendo uma festa.

Coube a Leda Barbosa, a multiplicada Chefe-Coordenadora, registrar a nossa entrada. E o fez com o carinho que lhe é peculiar utilizando uma palavra bastante forte, porém necessária e parcialmente correta: “saudamos com muita alegria a volta de Marcos e Márcia, que estavam AFASTADOS da Pastoral”.
Na verdade, ela quis dizer que estávamos “distanciados”, não mais do que isso porque quem é da Pastoral Familiar (qualquer que seja a Paróquia) nunca deixa de a ela pertencer. O cordão umbilical, desde o SIM, não é cortado jamais!
Foi isso mesmo que aconteceu conosco. Nos distanciamos, por “ene” situações que sequer necessitamos de justificar, por ser essa uma ação desnecessária nos protocolos de uma Pastoral Familiar, onde a liberdade de ir e vir é infinitamente maior do que aquela outorgada aos patrícios pela Carta Magna da nossa Nação.

De igual modo, a nós não foi indagada a razão do retorno…
Crente todos nós somos de que, na vida, há tempo para tudo. Não o nosso, mas o de Deus. Que sempre chega recheado de bonanças, muita paz e efervescente alegria.
Nos deram a primazia de acender a primeira vela da noite, aos pés de Maria, nossa Mãe. E entre abraços e aperto de mãos, a corrente da boa vontade, bem presente em nossas reuniões, fez-se ali como sendo a CORRENTE DE SÃO FRANCISCO, que representa humildade, proteção e conexão espiritual.
Ao agradecer a emocionante acolhida, pude dizer aos amigos da nossa Pastoral que nunca, verdadeiramente, ficamos afastados dela E entendi que Leda deu à palavra AFASTAR o seu correto significado, que também na gente se encaixa: apenas nos distanciamos de algumas situações, nunca das pessoas nem do lugar.
Voltamos para nosso Lar embebidos na Paz Celestial, aquela que São Francisco semeou como remédio operoso:
– “A paz que anunciais com a boca, mais deveis tê-la em vossos corações”.
Obrigado Leda, Riveka e todos os demais queridos irmãos da nossa Pastoral Familiar!
