Júnior Gurgel

Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.

INFILTRAÇÃO DO CRIME ORGANIZADO CONTAMINOU O PODER, A POLÍTICA, MÍDIA E AS CELEBRIDADES DO MEIO ARTÍSTICO CULTURAL

Publicado em 1 de novembro de 2025

Registros fotográficos que ilustram o texto foram captados ao longo dos últimos três anos, resgatados pela inapagável memória da internet. O conjunto da obra testifica a irrefutável infiltração do crime organizado em todas as esferas dos poderes constituídos. A sociedade brasileira está sendo cercada – dentro de um grande Kassel – sem alternativas de fugas, nem meios para continuar se defendendo das tropas do mal.

 É uma tática de guerra. Já estabeleceram “cabeças de portes” e avançam diariamente para render os habitantes das 1.900 favelas do Rio de Janeiro (cerca de seis milhões de pessoas), camufladas sob o codinome de “comunidades carentes” pela mídia, e apoiada pelos ministérios do Governo Federal “batizados” de Direitos Humanos e Igualdade Racial (?). Grande parte deste território já está sendo controlado pela bandidagem. O Estado está perdendo a guerra para uma guerrilha urbana comandada por terroristas financiados pelo narcotráfico. As drogas? Representam apenas 25% das receitas bilionárias saqueadas por essas gangues, que formam o poderoso exército do Comando Vermelho. Implantaram sistema de Justiça, têm suas próprias leis, e pena capital para aqueles que ousarem infringi-las.

Controlam o fornecimento de energia elétrica, água, internet e transportes alternativos, após impedirem a circulação do transporte público. Todo o consumo dos moradores destas áreas é adquirido dentro da própria favela, com preços superfaturados. Combustíveis, alimentos, medicamentos, vestuários e calçados. Este comércio é abastecido por cargas roubadas. Não pagam impostos, são todos cadastrados no Bolsa Família, BPC, recebem doações de ONGs através da famigerada CUFA – Central Única das Favelas. Este flagelo humano, nunca mereceu uma reportagem da mídia. O único que ousou documentar, Tim Lopes (repórter da Rede Globo), foi fritado dentro de um anel de pneus. Preso e condenado, hoje está livre.

Crescendo numa escala monumental, o Brasil superou a Colômbia dos anos oitenta, quando apenas cinco cartéis destruíram uma nação próspera, que até hoje tenta se reconstruir. Cartel de Medellin, Cartel do Vale; Paramilitares; FARC e Máfia Colombiana. Setores da segurança pública nos Estados já identificaram oitenta e oito OCRIM, operando em território nacional, em guerras entre si, disputando territórios. Ainda existe esperança para salvarmos gerações futuras, nossos filhos e netos?

Para se ter noção do superpoder do narcotráfico terrorista, o ministro Alexandre de Moraes, que prendeu e condenou deputados federais, generais de quatro estrelas; afastou governador do DF; condenou (sem crime) um ex-presidente da república; atropela a OAB e dá prazos de cinco dias para se reportarem a ele, pediu audiência ao governador do Rio de Janeiro para discutir suas operações de combate às OCRIM. Em seu currículo profissional, consta que já advogou para o PCC, sócio do Comando Vermelho. Onde cabe o STF nesta operação? A colaboração da Suprema Corte – na pandemia do COVID -19 – foi impedir operações policiais nas favelas e morros cariocas, redutos do crime organizado. Líderes das facções de todos os Estados hoje estão hospedados – pagando pedágios – para operarem através do Rio em suas bases espalhadas por todo o país. Lá, graças ao STF, estão a salvo, e seguros. Jamais serão abordados pela Polícia. Em tempo, dos mortos já identificados pelo IML/RJ, tem um “hospede” paraibano. Está explicado a explosão da violência na região metropolitana da Capital.