BOLINHA, A POSSIVEL SEGUNDA ALTERNATIVA PARA O SENADO FEDERAL, EM CAMPINA GRANDE

Publicado em 15 de outubro de 2025

Conversando com o empresário Artur Bolinha, sondando as perspectivas de sua efetiva participação nas eleições de 2026, em princípio destacou que ainda não tinha refletido sobre o tema. Porém, quando conjecturamos as possibilidades de disputar uma das vagas para o Senado Federal representando Campina Grande, percebemos que apontamos numa direção que ele ainda não havia vislumbrado. No momento, Veneziano é o único candidato da cidade – e mesmo que seja reeleito – reduzirá drasticamente nosso poder e prestígio político no Estado, sobretudo no Congresso Nacional.

Nas últimas três décadas a Rainha da Borborema sempre teve, no mínimo, dois candidatos ao Senado. Entre abril de 1998 e fevereiro de 2003 os três representantes da Paraíba eram de Campina Grande. Ronaldo Cunha Lima, Ney Suassuna e Wellington Roberto (suplente que assumiu com o falecimento de Humberto Lucena em 13/04/1998). Em 2012 – após recontagem dos votos pelo TRE-PB – Cássio Cunha Lima e Vital Filho tomaram os assentos de duas das três cadeiras. Fenômeno que se repetiu em 2018, com Veneziano Vital do Rêgo e Daniella Ribeiro.

Artur Bolinha tem um histórico ascendente no eleitorado campinense. Há quatro anos, no primeiro turno – eleições 2022 para o Governo do Estado – como vice de Nilvan Ferreira, sua chapa obteve 35,4% dos votos (54.301), ficando atrás apenas de Pedro Cunha Lima, com 35,4% (78.124), e à frente de Veneziano Vital do Rêgo 21,93% (48.390), deixando em último lugar João Azevedo, com a caneta na mão e tentando se reeleger. Amargou o último lugar com 17,25% (38.078 votos). Foram dois campinenses candidatos a governador, e dois a vice. Lucas Ribeiro, foi eleito vice-governador.

Com vistas a 2026, como pré-candidatos ao Governo do Estado, dos cinco que estão em disputa dois são de Campina Grande. Adriano Galdino (mora no Mirante) e Pedro Cunha Lima – mesmo não residindo em Campina Grande – nasceu na cidade.

Em quem votará para o Senado Federal o grande exército de eleitores campinenses, que integram a direita conservadora, bolsonarista e antipetista? A única opção será Marcelo Queiroga? Veneziano Vital do Rêgo vem abraçado com Lula e o PT. Provavelmente, para honrar compromissos assumidos por Pedro Cunha Lima (2022) o prefeito Bruno Cunha Lima trabalhe o primeiro ou segundo voto para o cabeludo.

Enfrentará grandes dificuldades no seio de seu eleitorado – perfil de direita – ligações estreitas com as Igrejas Evangélicas (Pentecostais).

O nome de Artur Bolinha já foi estadualizado nas eleições de 2022. Ao lado de Nilvan Ferreira, ocuparam a terceira posição no primeiro turno, com 406.604 votos. Veneziano Vital do Rêgo, ficou bem atrás, 373.511, atingindo apenas 40% dos votos conquistados quatro anos antes para o Senado Federal, ficando na lanterna da disputa.

Efraim Morais chegou ao senado em 2022 (apenas uma vaga) com 30,82% dos votos, “puxado” pelo triunvirato do Republicanos: Adriano Galdino, Hugo Motta, Wilson Santiago. Se este “trio” tivesse votado em Pollyanna Dutra, Ricardo Coutinho, Sérgio Queiroz ou Bruno Roberto, qualquer um deles teria sido eleito. E confirmaram sua força ao apoiarem e garantirem a reeleição de João Azevedo no segundo turno. João alcançou no primeiro turno 39,65%. Pedro (23,90%), Nilvan (18,68%) e Veneziano (17,16%). As oposições somadas, atingiram 59,74%. Uma maioria de 20,09% sobre João Azevedo, que não ganhou. Pedro foi quem perdeu, por falta de “articulação”.

Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)