Hugo Motta surpreende e supera Arthur Lira, tirando Parlamento do medo

Publicado em 18 de setembro de 2025

A resposta do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, às desastrosas e arrogantes declarações do ministro Gilmar Mendes, foi submeter na última terça-feira e ontem (17/09/2025) três derrotas acachapantes ao governo, acendendo a luz de alerta no Palácio do Planalto, ao constatar o tamanho do poder do PT e seus aliados.

A PEC da Blindagem, aprovada em dois turnos por 344 x 133 e 353 x 134 respectivamente, deixou o governo nas cordas. Todo o esforço da ministra Gleisy Hoffmann e mobilização da base aliada, não impediu a oposição, unida ao centrão, de conseguir ultrapassar 2/3 da Câmara, número suficiente para acatar e aprovar um pedido de impeachment.

Os dois turnos da votação se consumaram na noite de terça-feira 16/09/2025. O governo, transmitindo recados do STF, derrotou através de um “destaque” o voto secreto dos parlamentares, para permitirem ou não processos e prisões de deputados federais. Ontem (17/09/2025), atendendo a nova convocação do presidente Hugo Motta, o destaque foi novamente votado, e desta feita derrubado.

Hugo Motta superou Arthur Lira, que nunca teve a coragem de pautar a PEC que liberta o Parlamento do medo. Pelo contrário, em seus dois mandatos, permitiu a prisão e condenação do deputado federal Daniel Silveira. Motta já havia amargado a condenação da deputada federal Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Em seguida, foi “pisoteado” por Alexandre de Moraes, que desrespeitou a decisão da maioria da Casa do Povo (Câmara), não suspendendo o processo contra o deputado federal Alexandre Ramagem. Subestimando os representantes do povo, o condenou – semana passada – a perda de mandato e 16 anos de cadeia, após julgamento da suposta “trama golpista”. A PEC da Blindagem é extensiva a deputados estaduais e senadores da República.

Cumprindo o compromisso assumido com o povo, e a oposição, Hugo Motta tomou a decisão de cortar, além do rabo, a “cabeça da cobra”. Pôs ontem em votação a “urgência” para o projeto de anistia aos presos e condenados do dia 08/01/2025. O governo convocou suas tropas para um combate decisivo. A ordem era derrotar a qualquer custo a “ousadia” do presidente da Câmara, por ter desafiado o eixo Roma/Berlim – Palácio do Planalto/STF. Para seu espanto, reduziu sua margem de segurança, estimada um pouco acima de 1/3 da Câmara, 180 votos. Na trincheira, apenas 163 soldados. No campo da honra (Plenário) 482 combatentes. Sete se abstiveram da luta e 31 (faltosos) foram contabilizados como desertores do Exército Governista.

O PT, PSOL, PSB e PCdoB atacaram esperando lutarem ao lado dos partidos do Centrão, que compõem a base aliada do governo. Para desilusão do comandante Lula, estiveram ombro a ombro apenas 20% das tropas da Frente Progressista (PP/União Brasil); 37% do PSD e 50% do MDB. Essas legendas ocupam espaços privilegiados na Esplanada dos Ministérios. Mas, “em tempos de pouca farinha, primeiro o meu pirão”. Ano que vem, todos querem renovar seus mandatos. Ninguém fica contra o povo.

Nos últimos 45 dias, Sidônio Palmeira azeitou a máquina. Todas as redes de TV e canais por assinatura estão veiculando maciçamente um volume de anúncios nunca visto nas últimas décadas. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Banco do Nordeste e Governo Federal. Nos noticiários das emissoras, só dados (fictícios) de prosperidade do governo, ataques a Donald Trump e Estados Unidos, com opiniões dos profissionais da mídia favoráveis às decisões do STF. A Genial Quest apresenta uma pesquisa semanal, com a redução da rejeição de Lula e o crescimento de sua popularidade. Entretanto, prevalece o velho adágio popular: “se pega mais depressa um mentiroso que um cocho”. Nas redes sociais – mesmo sem usá-las –, Bolsonaro disparou. Instagram 27,0 milhões de seguidores; Facebook 14,0 milhões; Tik Tok 6,0 milhões; X (antigo Twitter) 14,4 milhões. Quem segue, vota, defende e luta para conquistar mais adeptos.

Fonte: Da Redação (Por Júnior Gurgel)