Emir Gurjão

Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.

Contra a tirania da violência travestida de virtude – A LIBERDADE NÃO SE CURVA À VIOLÊNCIA

Publicado em 11 de setembro de 2025

Quem precisa de pedras, xingamentos e agressões para defender suas ideias não tem ideias — tem medo da verdade.

Nos últimos anos, uma escalada covarde tomou conta do espaço público: atentados, agressões e assassinatos de figuras que ousam pensar diferente. Bolsonaro no Brasil, Trump nos EUA, Uribe na Colômbia, Shinzo Abe no Japão, líderes da AfD mortos na Alemanha, e agora, palestrantes sendo atacados até dentro de universidades, como o caso do assassinato do palestrante Charlie Kirk na universidade Uthar Valle ontem . O recado é claro: discordar virou crime, e o castigo é o silêncio imposto pela violência.

A esquerda se vende como guardiã da liberdade, mas só respeita a liberdade dela mesma.

Para o pensamento progressista radical, “diversidade” é um palco onde só pode haver uma fala — a deles. Quem ousa levantar a mão para questionar, é linchado moralmente, cancelado, ameaçado ou fisicamente agredido.

Eles gritam “democracia” enquanto queimam os alicerces da democracia. Atuam como algozes e perseguem quem ousa discordar.
É a construção de uma hegemonia pelo medo.

Universidades sequestradas

As universidades deveriam ser templos do pensamento.

Viraram trincheiras ideológicas.

Quem não segue a cartilha da esquerda é chamado de fascista, reacionário, opressor — e tratado como inimigo a ser eliminado, não como um cidadão a ser ouvido.

É doutrinação à força.

É censura disfarçada de “justiça social”.

É o fim do debate e o nascimento da intimidação.

A violência se tornou práxis. Eles tentam dar verniz filosófico à brutalidade. Eles exaltam ditadores como Fidel Castro, Che Guevara, Maduro e até grupos terroristas como o Hamas, como se o assassinato de opositores fosse “resistência” e não barbárie.

Mas violência não é argumento. Censura não é virtude. Medo não é democracia.

A resposta: resistir com coragem

Quem acredita em liberdade não destrói a voz contrária — vence-a com ideias melhores.

Quem acredita em democracia não cala — convence.

Quem acredita no futuro não mata o debate — o expande. Não vamos permitir que a violência se torne a língua oficial da política.
A liberdade só sobrevive se houver coragem para defendê-la.

E vamos defendê-la — com a firmeza da razão e com a coragem de quem não aceita viver de joelhos. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 08:57 do dia 11 de setembro de 2025