Emir Gurjão

Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.

Tarcísio valoriza a ciência, Lula abandona o conhecimento: o Brasil caminha para a dependência intelectual

Publicado em 30 de julho de 2025

Em uma comparação direta e objetiva, fica escancarada a diferença de prioridades entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no que diz respeito ao incentivo à ciência, à pesquisa e à formação de alto nível no Brasil.

Uma simples tabela de valores de bolsas de estudo revela a disparidade vergonhosa:

Nível Tarcísio (FAPESP) Lula (Governo Federal)
Iniciação Científica R$ 1.140,00 R$ 700,00
Mestrado I R$ 3.270,00 R$ 2.100,00
Mestrado II R$ 3.450,00 R$ 2.100,00
Doutorado I R$ 5.790,00 R$ 3.100,00
Doutorado II R$ 7.140,00 R$ 3.100,00
Pós-Doutorado R$ 12.570,00 R$ 5.200,00

Essa tabela não é apenas uma planilha de números. É o retrato fiel de quem cuida da ciência e de quem a negligencia.

Enquanto São Paulo investe pesado para atrair e manter os melhores cérebros do país, oferecendo bolsas dignas, o governo federal empurra os pesquisadores para a desistência, para o exterior ou para o subemprego. Com esse tipo de política, Tarcísio prepara o estado de São Paulo para competir de igual para igual com centros de excelência do mundo inteiro, enquanto o governo Lula afunda o Brasil na estagnação intelectual.

Não é apenas uma questão de números, mas de visão de país. A ciência e a tecnologia são os motores do desenvolvimento de qualquer nação soberana. Sem formação sólida em pesquisa, o Brasil continuará importando tecnologia, comprando conhecimento pronto e servindo apenas como mercado consumidor para as nações desenvolvidas.

O discurso de soberania do atual governo federal vira fumaça diante da prática real, que é o abandono da formação científica. Não se trata apenas de falta de recursos — é falta de prioridade, de compromisso, de visão de futuro. Investir em bolsas é investir em cérebros, e investir em cérebros é garantir que o país tenha autonomia em inovação, saúde, energia, agricultura e defesa.

O governo Lula mostra mais uma vez que prefere discursos populistas e ações superficiais, enquanto ignora silenciosamente os pilares do verdadeiro progresso nacional: a educação, a ciência e a pesquisa de ponta. Se o Brasil quer ser soberano, precisa formar seus próprios mestres, doutores e pós-doutores — não pode seguir mendigando tecnologia e conhecimento no exterior.

Tarcísio entendeu isso. Lula, não.

E enquanto o Brasil dorme sob promessas e discursos vazios, São Paulo acorda cedo, estuda mais e se prepara para liderar. Escrito pelo ex-professor Emir Candeia Gurjão. as 14:39 horas do dia m29 de Julho de 2025.