O Governo Mira em Quem Gira a Economia e em Direção ao Cofre do Cidadão , Punindo quem financia o Brasil que produz
O governo brasileiro mais uma vez quer elevar impostos em vez de cortar gastos. São as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as apostas online (bets).
As LCIs e LCAs são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Com objetivo de canalizar o dinheiro do pequeno investidor para o financiamento de imóveis e do agronegócio — dois dos motores mais relevantes do Brasil.
O governo, ao propor tributar esses instrumentos, não só reduz sua atratividade, como prejudica quem toma crédito nessas áreas. A consequência direta será menos investimento em construção, menor acesso ao crédito rural e desestímulo ao investidor conservador que financia o setor real da economia.
No mesmo movimento, pretende-se elevar a tributação sobre as bets, as casas de apostas digitais, de 15% para 18% sobre a receita bruta. Isso significa, na prática, que o apostador receberá prêmios menores com a mesma aposta, enquanto as plataformas — muitas delas já reguladas e legalizadas — pensarão duas vezes antes de manter operações no país. O risco? Estimular o mercado ilegal e informal, sem controle, sem proteção, sem arrecadação.
Não para por aí. O governo também propõe aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras. Mas quem paga é o consumidor, com juros mais altos, tarifas bancárias reajustadas e crédito mais difícil. Fintechs, que atuam com margens apertadas e foco em inclusão, também sofrerão — e podem reduzir investimentos ou encarecer seus serviços.
É como se um restaurante decidisse reformar a aparência e dividisse a conta entre todos os clientes, sem perguntar se alguém pediu uma nova fachada. Pior: estrangeiros e investidores que frequentarem esse restaurante também pagaram a conta, o que levará a procurar outros restaurantes (levando seu capital para outros países com menos apetite fiscal).
A lógica é sempre a mesma: não se corta onde deveria (na máquina pública), e sim onde dói menos para quem arrecada: no bolso do cidadão. Hoje a vítima é o investidor em LCI, o apostador digital ou o usuário do sistema financeiro. Amanhã será qualquer um de nós, porque o Estado cria o hábito de gastar sem limites — e depois tributar para cobrir o buraco.
A pergunta? vamos continuar premiando o Estado gastador ou vamos proteger o investidor, o trabalhador e o empreendedor que movem o Brasil?
Escrito por Emir Candeia Gurjão , as 07:05 horas do dia 11 de junho de 2025, véspera do dia dos namorados. É o 162.º dia do ano no calendário gregoriano . Faltam 203 dias para acabar o ano.











