
Emir Gurjão
Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.
E se o Tiranossauro Rex ainda estivesse vivo? Uma crítica ao romantismo ambientalista
Publicado em 19 de maio de 2025Vivemos numa época em que defender a “preservação de todos os animais” se tornou quase uma religião. Ambientalistas exaltam a natureza como se ela fosse sempre harmônica, bela e inofensiva — ignorando que o mundo natural também é violento, destrutivo e incompatível com a vida humana em muitos aspectos. Então, como provocação, vamos imaginar um cenário absurdo, mas revelador: e se o Tiranossauro Rex ainda estivesse vivo?
O mito da natureza “perfeita”
O Tyrannosaurus rex, com seus 12 metros de comprimento, 6 metros de altura e mais de 7 toneladas, era o ápice da brutalidade. Seu poder de mordida superava 5.800 kg de pressão, suficiente para esmagar ossos com facilidade. Ele comia até 230 kg de carne por refeição. Era um monstro legítimo, uma máquina de matar.
Agora, imagine os ambientalistas exigindo a “preservação integral do habitat do T. rex” e a “não interferência humana em seu comportamento natural”. Parece ridículo? Pois esse é o mesmo tipo de lógica aplicada quando certos ativistas se opõem até à contenção de animais invasores, predadores perigosos ou vetores de doenças, em nome de um suposto equilíbrio natural.
A convivência seria impossível
Com um T. rex vivo, não haveria cidade segura, fazenda protegida ou parque habitável. Ele sentiria cheiro de carcaça a quilômetros, invadiria currais, casas, supermercados, frigoríficos. E não adiantaria gritar “preservação” — ou você fugiria ou morreria. A maior parte da população rural teria que migrar para áreas fortificadas. Qualquer tentativa de domar ou “conviver” com um T. rex terminaria com cidades destruídas, carros amassados como latas de refrigerante e dezenas de mortos.
Aliás, será que os ambientalistas iriam propor criadouros para alimentá-lo com bois, porcos e cavalos? E quando os estoques acabassem, quem seria o próximo prato?
Preservar a natureza ou a civilização?
A crítica aqui não é contra a conservação racional da biodiversidade, mas contra o fanatismo ideológico que coloca qualquer animal acima da lógica, da ciência e da sobrevivência humana. O mundo moderno, com seus 8 bilhões de habitantes, suas cidades, plantações, hospitais e escolas, não é compatível com a fauna selvagem sem controle.
Se fôssemos proteger todos os predadores, invasores e espécies ameaçadoras só porque “todo animal tem direito à vida”, estaríamos colocando em risco a base da nossa própria civilização. Teríamos que abrir mão de áreas produtivas, de infraestrutura e até da segurança pública. E o pior: isso não salvaria o meio ambiente, só transferiria o caos de um lugar para outro.
Conclusão
Se o T. rex estivesse vivo hoje, os ambientalistas que pregam a preservação irrestrita de qualquer espécie estariam com um problema nas mãos — ou melhor, correndo para não serem devorados. A realidade é que a natureza não é boazinha, nem justa. Ela é selvagem, violenta e impiedosa. E o papel do ser humano não é ser escravo dela, mas encontrar um equilíbrio entre preservar e sobreviver.
Portanto, antes de exigir a proteção de todo animal sem distinção, pense duas vezes. Porque a linha entre o protetor da vida e o cúmplice do caos é mais tênue do que parece. Se o T. rex ainda estivesse por aí, talvez até o mais fervoroso ambientalista mudasse de ideia — ou de planeta. escrito por Emir Candeia Gurjão, as 08:55 horas do dia 18 de maio, dia em que ocorreu em 1990 as Alemanhas ocidental e oriental unificam suas moedas, seis meses depois da queda do muro de Berlim. e hoje é dia de jogo Galo no Amigão, todos ao estádio para apoiar o time em busca de sua terceira vitória e em rumo a serie C..
