

Emir Gurjão
Pós graduado em Engenharia Nuclear; ex-professor da Universidade Federal de Campina Grande; Secretário de Ciências, Tecnologia e inovação de Campina Grande; ex-secretário adjunto da Representação do Governo da Paraíba, em Campina Grande; ex-conselheiro de Educação do Estado da Paraíba.
Quem mentiu deveria pedir desculpas, você mentiu? é uma pergunta
Publicado em 31 de março de 2025Vivemos tempos em que verdades são facilmente atropeladas pela velocidade das redes sociais, e acusações são disseminadas sem compromisso com os fatos. Nos últimos dias, vimos decisões da justiça que desmontaram narrativas perversas, alimentadas por mentiras e insinuações, contra pessoas que agora se comprovam inocentes.
O arquivamento do inquérito contra Jair Bolsonaro no caso da suposta fraude em cartões de vacina é emblemático. A decisão de Alexandre de Moraes sinaliza que as acusações tinham fundamentos frágeis, baseadas mais em desejos políticos do que em provas concretas. É um recado claro de que a Justiça não pode ser manipulada por paixões partidárias.
A anulação da condenação de *Daniel Alves por agressão sexual na Espanha e a inocência confirmada de Neymar em outro caso demonstram que a ânsia por condenar celebridades, impulsionada muitas vezes pelo ódio gratuito ou pela inveja social, não resiste à análise fria dos fatos. O desejo mórbido de ver inocentes punidos revela um comportamento preocupante de parte da sociedade, que prefere sentenciar antes de investigar.
Até mesmo o caso da cabeleireira acusada de vandalizar uma estátua no STF e para quem a PGR recomendou prisão domiciliar mostra como a justiça, quando age corretamente, é capaz de dosar punições de forma justa, sem exageros ou espetáculos midiáticos, já que Alexandre de Moraes queria 14 anos de prisão.
Agora, fica claro quem deve realmente ser punido: aqueles que deliberadamente espalharam mentiras e insinuações, que promoveram julgamentos sumários nas redes sociais e alimentaram narrativas falsas. A responsabilização desses indivíduos é fundamental para que a verdade volte a ter seu devido lugar na sociedade.
Punir quem mentiu não é apenas justiça, é uma necessidade moral e social. Escrito por Emir Candeia Gurjão, as 17:57 do dia 28 de março de 2025, hoje completa 200 anos que — O imperador Dom Pedro I outorga a Primeira Constituição do Brasil.