
Marcos Marinho
Jornalista, radialista, fundador do ‘Jornal da Paraíba’, ‘Gazeta do Sertão’ e ‘A Palavra’, exerceu a profissão em São Paulo e Brasília; Na Câmara Federal Chefiou o Gabinete de Raymundo Asfóra e em Campina Grande já exerceu o mandato de Vereador.
Fundo do Poço
Publicado em 9 de julho de 2025Acho que em toda a vida eu já fui ao tal “fundo do poço” umas cinco vezes. É simplesmente horrível, desesperador… É uma hora em que você procura alguém e não encontra; procura algo para se agarrar e também não acha.
Não vê a menor saída!
Mas, o fundo do poço nos ensina lições que o topo da montanha jamais conseguiria ensinar.
O fundo do poço é um lugar de tristeza, abatimento, depressão… Um lugar sem saída, onde as esperanças foram perdidas.
A Bíblia nos mostra que para calar a voz profética de Jeremias, seus inimigos o jogaram no fundo de um poço, onde ele pode experimentar fome, sede, frio e solidão, até que Deus o fez emergir e deu a volta por cima.
É quando a gente tem que se apegar a Deus, ou então afunda de vez. Porque só tem ele mesmo em tal hora.
E é nessa hora, portanto, que a gente percebe que de fato Deus existe.
Ele se apresenta como uma brisa leve, bem suave, como se nada fosse. Mas é esse “qualquer” quem nos dá calma, arregaça os nossos olhos e de dedo apontando para o horizonte nos mostra que a ‘Vida é Bela’.
De súbito, a gente sente o sangue correr nas veias de novo. Porque Ele carrega o dom de avisar a todos que estamos vivos. Que somos filhos d’Ele.
Meu primeiro FUNDO DO POÇO aconteceu em São Paulo, eu um jovem pai de dois filhos, com pouco mais de 20 anos de idade atordoado na pauliceia desvairada, o mundo cão que naquela hora ali se me apresentava sem nenhum ouvido ou mão amiga por perto.
Essas caídas, entretanto – o estar no fundo do poço – lembram que lá é por mais incrível que possa parecer o melhor lugar para recomeçar, pois é onde a gente consegue ter um ponto de vista de que há muitas coisas para ser grato!
É a sagrada hora de levantar a cabeça, usar a força e a fé para fortalecer o salto, pois a luz continua na superfície!
Hora, pois, de repetir: “O fundo do poço ensina lições que o topo da montanha jamais conseguiria ensinar”.
A hora ensina que o primeiro passo para sair do fundo do poço é reconhecer que nele se está e parar de cavar. O poço é seu, foi você que o cavou e se deixou estar nesta situação.
Agora o foco é sair; é necessário parar de cavar!
Orar para o Deus da abundância dar as suas graças, e como das outras difíceis vezes que nos tirou do poço, fazer firmar os pés outra vez em terra firme, para que possamos andar sem cambalear.
Voltar a valorizar os momentos de dificuldade como oportunidades de aprendizado e crescimento é outro bom caminho a seguir.
Porque o fundo do poço não é quando o dinheiro acaba, o fundo do poço é quando os nossos valores acabam, quando a gente esquece de quem é e perde a referência e a espiritualidade.
Graças ao Pai, este não é o meu e nem o caso de muita gente boa que eu conheço.
Quando se está no fundo do poço, só se tem uma direção a seguir: subir e sair! Sem medo de começar a escalar, certeza há que ao voltar ao topo se perceberá o quão grande e lindo o mundo continua sendo.
Porque a vida tem gosto de liberdade, e o fundo do poço faz encontrar novas forças.
A nossa vida é uma grande luta atrás da outra.
Temporária e excepcionalmente ficamos nesse andar mais de baixo – o fundão – mas Deus não nos faz perder de vista a luz no final do túnel.
Busque-se lastro e forças para a volta ao lume, e estes virão.
Contas não esperam; a barriga, idem. Mas a vida segue, principalmente quando temos sucessores a de nós depender. É aí que entra um valioso ingrediente, raro hoje na vida da maioria das pessoas: CORAGEM.
Mas, nunca deixemos de crer. Temos um Deus que é mais do que Pai e haverá sempre um amanhã melhor do que um hoje desesperador.
É só ter fé. Deus proverá!!!
