
Júnior Gurgel
Jornalista político, memorialista e Ghost writer. Ex- diretor de Jornais e Emissoras de Rádio na Paraíba, com atuações no Radiojornalismo.
JOÃO PODERÁ PERDER O APOIO DO SEU PRINCIPAL PARTIDO ALIADO
Publicado em 4 de junho de 2025Numa entrevista (quebra-queixo) que circulou ontem na internet o presidente da ALPB, Adriano Galdino – preservando sua inconfundível característica “sincericida” – revelou episódios de bastidores sobre a sucessão do governador João Azevedo, e não citando o nome de um influente jornalista palaciano narrou a abordagem especulativa a que foi submetido propositalmente, para avaliar sua reação como pré-candidato. O incauto comunicador apresentou ao presidente da ALPB a chapa de 2026. Lucas Ribeiro, como candidato natural; João Azevedo, primeira vaga para o senado; Daniella Ribeiro, segunda vaga (mãe de Lucas Ribeiro) e para vice um nome indicado pelo prefeito Cícero Lucena.
Galdino, não escondendo sua indignação, questionou publicamente onde ficaria o Republicanos. Estão subestimando o maior partido do Estado, responsável pela vitória de João Azevedo no segundo turno em 2022? Pelo visto, na chapa em “gestação” não cabe o Republicanos. Além do partido, o acólito palaciano foi inábil e feriu suscetibilidade, deixando subentendido que não valorizaram o árduo trabalho do próprio Adriano, vigilante garantidor da governabilidade. Três anos sem atropelos extemporâneos no Parlamento.
Esta não é a primeira vez que Adriano Galdino é vítima de grosserias do governo que ele apoia, defende e o fortalece politicamente. Há cerca de 90/120 dias em Campina Grande – na presença do próprio pré-candidato do Republicanos – o atual inquilino do Palácio da Redenção, verteu sua arrogância respondendo a um repórter, que indagou sobre sua sucessão. “Na hora certa lançarei um nome, que será um candidato para chamar de “seu”. Acrescentou ainda que não tinha político de preferência. As palavras do governador causaram desconforto ao presidente da ALPB, que em todas as ocasiões pertinentes o lançava para o Senado, e expressava o desejo de seu apoio ao projeto do Republicanos.
Como o tempo é um unguento que cura todos os males, a página foi virada, o episódio esquecido. Galdino continuou andando por todo o Estado “convencionando” futuros apoios para o seu propósito. Esperar ajuda do núcleo palaciano? Seria devaneio. O que (talvez) o presidente da ALPB ainda não saiba é a conspiração em favor de Cícero Lucena, e a jogada que pôs em xeque o Clã Ribeiro. João aceita renunciar e passar o governo para Lucas, mas exige sua desfiliação partidária, a partir de janeiro. Sem partido, o vice não pode ser candidato à reeleição. A lei eleitoral é clara. Para ser candidato, o postulante tem que se filiar a um partido, com um ano de antecedência do pleito. É permitido trocar de legenda até 03/04/2025.
Como paredes têm ouvidos, “escutas” já chegaram a Cícero sobre comentários do deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Era a oportunidade dos seus sonhos, para chegar ao governo do Estado. Três vagas para negociar. A sua (deputado federal), a de Daniella (Senadora) e o substituto de Nominando Diniz (TCE) que já antecipou sua aposentadoria para Junho de 2026. Com Lucas, na cadeira, a caneta ficará em suas mãos.
Quanto ao Republicanos, o “triunvirato” formado por Adriano, Wilson e Hugo, tem que decidir se a legenda terá candidato para o Governo do Estado em 2026, e evitar o “fogo amigo”. Seriam três chapas competitivas. A oposição enfrentará o governo dividido. O Portal Clickpb postou foto de um veículo numa rodovia do sertão, adesivado “Hugo governador”. O presidente da ALPB já sabe, e concordou? Mesmo nestas circunstâncias, o fiel da balança continuará sendo Adriano Galdino.
