Maior parte dos infectados por Covid-19 tem menos de 49 anos e especialista alerta que nova variante tem maior letalidade também entre jovens

16/03/2021

Em um ano de pandemia, alguns entendimentos sobre a infecção pelo coronavírus foram mudando. No início, pensava-se que a doença só abalaria pessoas mais velhas e com comorbidades, mas a realidade vem sendo outra. Mesmo sendo mais letal em idosos, a maior parte dos brasileiros infectados tem menos de 49 anos. Hoje, 1,8% das vítimas que morrem pela doença têm menos de 30 anos e foi registrado aumento de mortes pela Covid-19 na faixa etária de 30 a 59 anos, saindo de 20,3% em dezembro para 26,9% agora em março. Os dados são do Banco de Dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave do Ministério da Saúde e do Portal Covid-19 Brasil.
 
Para a diretora corporativa de Infectologia do Sistema Hapvida, Silvia Fonseca, ainda não há uma causa específica para justificar porque têm mais jovens sendo contaminados pela Covid-19, o que existe são hipóteses que, provavelmente, estão colaborando. “A primeira delas é que pessoas abaixo de 60 anos estão estudando, trabalhando e começaram a se movimentar mais, muito mais que na primeira onda da doença. A segunda hipótese é que, além disso, a população mais jovem está fazendo festas clandestinas e se aglomerando, apesar de todas as recomendações”, pontua a especialista.
 
A infectologista alerta que essa nova fase da pandemia apresenta uma variante com uma capacidade maior não só de infectar como causar a doença de forma mais grave. Além disso, ela afirma ainda que a terceira hipótese é que pequena parcela da população, que está sendo vacinada agora estão sendo os idosos.
 
“Felizmente nossos idosos estão sendo imunizados e já temos indicação de na cidade de São Paulo ter diminuído internação e morte das pessoas muito idosas, que realmente estão fazendo as duas coisas: se vacinando e se resguardando em casa sem toda a mobilidade que a população mais jovem está tendo”, pondera.
 
Diante dos números, Silvia Fonseca reforça que o momento é para os cuidados, é tempo de pensar no coletivo. “Não é hora de festa, não é hora de aglomeração. É tempo da gente se deslocar o menos possível, ficar a dois metros ou mais de distância uns dos outros, usar máscara o tempo inteiro e ter sempre um álcool em gel para higienizar as mãos e quando chegar a hora de vacinar, tomar o imunizante, qualquer vacina que seja para Covid-19 porque todas as vacinas aprovadas já foram estudadas e foram muito eficientes”, orienta e finaliza.

Fonte: Assessoria




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