Urnas decepcionam construtor "Boy" que como BOMBA imaginava obter quatro mil votos para Vereador e deu chabú

24/11/2020

O construtor Rômulo Benício Lima, que atendia sempre pelo apelido de ‘Rômulo Boy’, mas que nos últimos três anos optou por reformar a alcunha para ‘Rômulo Bomba’ em face de uma página que mantinha no Facebook destinada, com tal título, a criticar por vezes de forma caluniosa o prefeito Romero Rodrigues e a presidente da Câmara Municipal, Ivonete Ludgério, instrumento que julgou pudesse catapultá-lo à condição de Vereador nas eleições deste ano, de onde os seus financiadores apostavam que sairia das urnas com mais de quatro mil votos, deu chabú.

A “bomba” não passou de um “traque”, desses que não assustam nem cachorro vira-latas.

Filiado ao PTB, o candidato virou “cacareco” recebendo apenas míseros 238 votos, algo em torno de 5% do que alardeou que teria.  

A vida pregressa de Rômulo não é algo assim de muita importância, mas contá-la ao menos parcialmente mostra pelo menos que a política de atacar sem freios os adversários, muitas das vezes enfocando a vida particular das pessoas, não encontra mais receptividade junto ao eleitorado.  

Rômulo Boy (ou Bomba), apesar de ter sido sempre bem tratado por Alexandre Almeida, o todo poderoso secretário de obras da gestão de Veneziano Vital do Rego em Campina Grande, ficou marcado por tentar cometer suicídio pulando de uma janela do quinto andar do prédio da secretaria, na rua Treze de Maio, insatisfeito porque o secretário de Finanças da época, Julio César Câmara Cabral, tinha sustado alguns empenhos da sua construtora.

Em um primeiro momento, ‘Boy’ se revoltou contra Veneziano, a quem passou a detratar nos calçadões. Feitos os pagamentos e as pazes com o prefeito, ele voltou a ‘admirar’ o mandatário, nascendo daí uma cumplicidade entre os dois, ficando para ‘Boy’ a incumbência de realizar tarefas onde o parceiro jamais poderia aparecer.

E uma delas, certamente a mais importante, foi essa de transformá-lo em BOMBA.

Atordoado como estava por ficar de fora do fatiamento do bolo de obras na prefeitura de Campina Grande durante a gestão atual de Romero Rodrigues (PSD), mesmo que no início algumas “migalhas” lhe tenham sido destinadas por vias oblíquas (terceirização de amigos), Boy imaginou que o fato de ter tido na gestão anterior tratamento privilegiado na área não seria óbice para ser aceito no banquete do novo Governo, e começou a forçar a barra...

Mas, em que pese se manter com um ‘olho na brasa e outro no peixe’, o construtor aceitou o aconselhamento do seu ídolo e mudou de estratégia, mudando inclusive de profissão. De uma hora para a outra virou “comunicador”, atuando como espécie de blogueiro sem blog e tendo como plataforma o perfil no Facebook que denominou de BOMBA PARAÍBA, com foco exclusivo nos supostos deslizes das gestões de Romero (Prefeitura) e Ivonete Ludgério (Câmara Municipal).

Estrumado pelo ídolo que no passado tinha grandes cabelos, iluminadores dos seus devaneios, não foi difícil para ‘Boy’ encontrar insatisfeitos parceiros para a empreitada. De candidato a vereador derrotado, de dono de posto de gasolina, de fornecedor de merenda escolar a vendedor de livros escanteados pelo Governo de Romero, estes bancando financeiramente o novo ‘profissional’ de mídia, o BOMBA virou febre, com açoites diários e diversas “descobertas” encontradas no Sagres, o sistema que o Tribunal de Contas do Estado mantém na internet divulgando atos dos entes públicos.

ALEGRIA DE ADOLESCENTE


O entusiasmo de Rômulo Boy era tanto que ele, de repente, viu-se um adolescente a descobrir um mundo que não imaginou existir. Disseram-lhe talvez que no mundo midiático-jornalístico o ato de extorquir pessoas ou instituições seria bem mais fácil do que na seara de berço - a construção civil - onde ele teria logrado êxito em determinadas iniciativas, mas acabou se dando mal em outras mais vitaminadas, como a que empreendeu em direção ao jogador Hulk, a quem acusou na Justiça de ter-lhe dado calote milionário em obra de um campo de futebol na cidade, isto depois de infrutíferas tentativas de “negociação” com o atacante chinês.

SURRA NO PARTAGE

“Boy” passou a ser considerado “persona non grata” na prefeitura campinense. Mas ainda assim continuou com poderosos tentáculos em órbita na gestão municipal, o que o levava a também ser temido.

A presença de ‘Boy’ nos bastidores da prefeitura municipal somente veio a aflorar quando ele tomou uma surra no interior do Partage Shopping por um tal de Jason Guimarães e mais três pessoas. O agressor, que atuaria também como agiota, veio a ser mais tarde identificado como o homem que era responsável pelos negócios envolvendo o ‘Trem do Forró’, atração d’o Maior São João do Mundo de 2019, além de sócio da Medow Promo, a empresa que Romero contratara para administrar as festas juninas da cidade, e que teria ótima influência em diversos setores da administração municipal, onde atuava como lobista facilitando negócios na PMCG.

A surra foi registrada em Boletim de Ocorrência, com respectivo Exame de Corpo de Delito, onde as lesões sofridas por ‘Boy’ foram comprovadas para que ele acionasse o agressor na Justiça, o que veio a ocorrer e onde tudo acabou através de uma conciliação judicial intermediada pelo pai do agressor, o advogado José de Alencar Guimarães, um ex-tesoureiro da prefeitura municipal.

A surra acabou por desenrolar um viciado novelo que há anos se faz presente nas hostes político-empresarias de Campina Grande e que, pelo apressado andar da carruagem e pelo peso dos envolvidos, continua difícil de chegar ao fim, causando lamentavelmente prejuízos tão somente para quem está na ponta da linha – a carente população desprovida de acesso a elementares serviços públicos.

A DOR DO PAI

Coube ao pai do agressor na época procurar o editor d’APALAVRA e repassar informações que acabaram por mostrar que o novelo continua existindo e sendo cotidianamente desenrolado, numa Torre de Babel impressionante onde ninguém, na realidade, aparenta conhecer ninguém, dado o interesse particular que toma conta da ação de cada um dos oportunistas e espertos atores.

- “Boa tarde, Marcos, é Alencar, tomei conhecimento do fato que envolveu um filho meu e gostaria de informar que as partes transigiram espontaneamente, portanto, não houve abafa, como você insinua”, explicou o incomodado advogado sem se esquivar de querer censurar a matéria d’APALAVRA: “Como bom jornalista, você deveria ter se informado com as partes, antes de publicitar fatos resolvidos. Espero que se informe sobre a verdade dos fatos, e se retrate”, sentenciou.

Segundo Alencar, o caso foi encerrado.

- “Houve um mal entendido, não existem ocorrências policiais, meu filho não é agiota, é um empresário e o que me estranha é que você deveria pelo menos ouvir as partes, que você conhece, antes de  divulgar um fato simples que foi solucionado imediatamente pelas vias amigáveis, sem fissuras”, informou.

Alencar foi mais além, para minimizar o crime do filho.

- “O que você pretende com essa divulgação? Recriar uma animosidade entres as partes? Porque esse fato não tem a menor relevância para a sociedade. Não se trata de políticos, agentes públicos ou figuras importantes da sociedade, que se desentenderam, porém viram que estavam equivocados, se desculparam e mantiveram seus laços de amizades”, interrogou ele.

Mostrando-se um bom pai ávido por preservar a arranhada imagem do pimpolho, suplicou: “Peço-lhe, como amigo e vizinho, que não dê importância ao caso”.

Ainda segundo Alencar, aquela era uma matéria “sem futuro”.

E justificou: “Sem futuro... são pais de família e a richa só causa danos às famílias. Se eles se entenderam, por quê reacender?”.

A queixa de Rômulo Boy, após vítima e agressor transigirem amigavelmente como revela o advogado Alencar, foi retirada na Polícia Civil a pedido do construtor.

INSEPARÁVEIS

Segundo o internauta Neto Cunha, em comentário postado na época no Facebook, ‘Boy’, Jason e Salomão Augusto na época da STTP eram inseparáveis na época do cabeludo (Veneziano Vital do Rego). Jason tem "sociedade" com Jomário, é filho de Alencar advogado, entra governo, sai governo e ele tá lá vendendo o peixe dele. Resumindo, a corda tora do lado mais fraco e Jason vai ali na cocotinha comendo o dele como sempre”.

Outros internautas confirmaram a perigosa promiscuidade desse relacionamento Poder Público-Empresariado, que acaba por deixar gestores públicos reféns das suas ações e enodoa cada vez mais a prática política no País.

Fonte: Da Redação




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