Sem ficha no jogo Benjamin Maranhão atiça Veneziano para tomar à força o MDB de tio Zé e a "troupe" do senador imita Môfi na ejaculação precoce

17/02/2021
Bolsonarista com cargo comissionado mas sem mandato parlamentar Benjamin corre para a "sombra" de Veneziano
Bolsonarista com cargo comissionado mas sem mandato parlamentar Benjamin corre para a "sombra" de Veneziano

A ‘troupe’ mambembe do senador Veneziano Vital do Rego (MDB), apelidada de ‘assessoria’, deu uma de Môfi ontem ao receber a notícia, publicada originalmente em portal de Araruna, de que Benjamin, o sobrinho não tão amado de Zé Maranhão, correra a defender que o ex-cabeludo de Campina Grande se apodere imediatamente do MDB na Paraíba, cuja presidência ficou vaga com a morte do seu saudoso e honrado tio.

A ‘ejaculação precoce’ que o malfadado jornalista da Correio FM diz lhe atrapalhar o gozo na alcova alcançou a turma de Vené por inteiro e a festa é grande com a expectativa de que o Chefe venha finalmente presidir o partido que, pelas mãos de Zé Maranhão, lhe deu régua e compasso para eleger-se duas vezes prefeito de Campina Grande quando nenhuma outra legenda, sequer o seu PDT da época, se dispunha lá atrás a dar-lhe abrigo.  

O histórico partidário de Veneziano não recomenda bem para tal empreitada: glorioso no PMDB de então pelo esforço de Zé Maranhão, eleito prefeito da segunda maior cidade do Estado logo o ‘V’ passou a conspirar para tomar a legenda do padrinho, embora recebendo do mesmo todas as concessões que pedia, como o controle do diretório campinense, por exemplo, onde sempre acomodou incompetentes bajuladores ou parentes que, em vez de dar vigor à legenda, a empurravam para o cadafalso.

Foi assim com o vereador Pimentel Filho, presidente no período da primeira eleição a prefeito  do ‘V’, que largou o cargo acusado de dar sumiço a atas partidárias, e com o secretário Júlio César, que saiu acusando Zé Maranhão de negar apoio financeiro para as necessidades básicas do diretório.



Como deputado, Benjamin votou contra Dilma e manifestantes o acuaram chamando-o de golpista na frente do seu AP de João Pessoa

Na chamada solução caseira o desastre foi ainda maior: para fazer um ‘mimo’ ao pai Antonio Vital do Rego, de quem Veneziano e o mano Vitalzinho permaneciam intrigados, convenceram o velho a entrar na legenda já na condição de Chefe maior, a quem seria dada a coordenação da campanha do caçula à reeleição, o que foi feito para constrangimento do patriarca, que  meses depois desprestigiado pelos herdeiros largou o osso até que a doença o levou a ser internado na Clínica Santa Clara, onde veio a falecer.  

Fosse o ‘V’ um homem realmente partidário, focado em dar à legenda suporte para se manter gigante no Estado, teria aproveitado a saída do pai para entronizar no diretório municipal aquele que tinha condições legítimas para comandar o partido: o vereador Olímpio Oliveira, quadro expressivo a quem o PMDB tinha a obrigação de indicá-lo à sucessão de Veneziano por conta da sua lealdade, fidelidade e competência comprovada nas urnas, na vida pessoal e no mundo cavernoso da política partidária.

Mas, ledo engano!  

Veneziano depois de usurpar o mandato parlamentar da genitora e eleger-se deputado  Federal pelo PMDB, voltou-se para a sábia máxima nordestina segundo a qual “para farinha pouca, primeiro o meu pirão” e melhorou a cara da velha fazendo o mesmo ‘mimo’ de outrora quando o pai entrou na sua onda, botando-a na presidência do diretório municipal, onde lá ela comprovou total incompetência para o mister, tendo sido responsável pela derrocada total do partido nas paragens de Argemiro de Figueiredo, não sem antes premiar-se com a primeira suplência de Zé Maranhão, condição que a leva agora a circular com o broche de senadora no peito pelo tapete azul do Congresso Nacional.

Mas isso não é tudo, folheando-se o portfólio partidário do primeiro vice-presidente do Senado Federal.  

Vejamos:  

Deixando a prefeitura de Campina Grande pela porta dos fundos, depois de ter-se negado a ser vice de Zé Maranhão na campanha governamental de reeleição do Mestre de Obras, abrindo covardemente Campina Grande para que Cássio Cunha Lima apoiasse e desse vitória a Ricardo Coutinho, imaginando ele que assim alijaria definitivamente o ararunense do cenário político estadual, Veneziano não tardou a largar o PMDB e abraçar-se com aquele a quem chamava de nefasto e tirano: Ricardo Vieira Coutinho!

Alarmado com pesquisas internas do próprio já MDB, que mostravam ser impossível a sua reeleição à Câmara Federal sem o suporte logístico da Prefeitura de Campina Grande, deixada por ele no lixo, valeu-se da tal ‘janela partidária’ que a legislação oferta a detentores de mandatos proporcionais e migrou para o PSB onde Ricardo Coutinho, na ânsia de tirar Cássio Cunha Lima do circuito, deu-lhe uma das vagas majoritárias, elegendo-o surpreendentemente para o Senado Federal, onde cumpre os seus oito anos de mandato agora já de volta a esse mesmo MDB que dizia não prestar e que quer a todo custo nesse momento da morte de Zé Maranhão chamar de todo seu.

Anote-se que nos últimos anos Veneziano foi responsável - por todas as artimanhas, traições e desenlaces possíveis - pelo quase sepultamento do MDB paraibano, que saiu das urnas sem eleger sequer um deputado federal e manter na Assembleia apenas um prócer, o deputado Ranieri Paulino.

Exemplo marcante disso foi a saída de Olímpio Oliveira do partido em Campina Grande e a filiação da esposa Ana Cláudia ao PODEMOS para disputar a eleição municipal quando o seu MDB tinha na médica Tatiana Medeiros uma candidata com ótima competividade.

Há quem diga realmente que isso é saber FAZER POLÍTICA, com os fins justificando os meios a todo custo.

Veneziano deveria, como aconselha Nilvan Ferreira, esperar pelo menos a celebração da missa de sétimo dia de Zé Maranhão... Porque, queira ele ou não, a sucessão natural do MDB paraibano passa hoje pelas mãos do vice-presidente, o ínclito ex-governador Roberto Paulino, a quem caberá com a maestria que lhe é peculiar, dar um novo norte ao partido e prepará-lo para o ápice.

E outra coisa, antes que o esquecimento chegue: Benjamin Maranhão não tem nenhuma autoridade, sequer moral, para dar pitaco nesse imbróglio. Logo ele, que abandonou o tio e filiou-se ao Solidariedade depois dos escândalos da Operação Sanguessuga que o tiraram da Câmara Federal, embora tenha vindo a receber sentença da ministra Rosa Weber absolvendo-o dos ilícitos, mas avisando que se alguma prova nova chegar ela reabre o álbum processual.  

O golpista Benjamin, que nunca foi flor lá que se cheire, quer amparo na sombra de Veneziano e blefa quando diz que o campinense “é uma pessoa que sempre teve uma relação extremamente cordial com o ex-governador José Maranhão e toda a nossa família, tanto é que Dona Nilda era a primeira suplente”.

A pedido do tio, Benjamin ocupa cargo comissionado em Brasília (diretor do Departamento de Fomento à Inclusão Social e Produtiva Rural da Secretária Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania), nomeado pelo Presidente Jair Bolsonaro, e vê em Veneziano, que passou agora a chamar também o capitão de MITO, a pessoa que pode segurar o seu cargo.

Lembremos passagem bíblica, vá lá...: “ele não sabe o que diz!”.

Fonte: Da Redação (Marcos Marinho)




Comentários realizados

  • Essa matéria ainda não tem comentários realizados e você pode ser o primeiro a comentar.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de e-mail é de preenchimento obrigatório, mas não se preocupe que não publicaremos. Seu comentário será moderado pelo administrador do site e só será divulgado após isso.*


Outras Notícias