Eva e Pimentel arrebatam chicote do "coronelzinho" Bruno Cunha Lima e o desmoralizam enquanto Chefe Político de Campina Grande

24/09/2021

No seu primeiro teste de “engenharia política” depois que foi empossado prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD) tirou nota zero e apresenta-se para a sociedade local como um homem que já não dispõe do menor poder de liderança na sua base de sustentação.

Disposto a trazer de volta para o Parlamento o suplente Márcio Melo Rodrigues, Bruno decidiu nomear a vereadora mais votada da cidade, Eva Gouveia, e o suplente Pimentel Filho, ambos do PSD, para respectivamente a presidência e uma das diretoras da Empresa Municipal de Urbanização (URBEMA), mas escorregou feio e foi desautorizado pelos dois, que recusaram assumir os cargos.

Eva Gouveia afirmou que vai conversar com os filhos e sua base eleitoral para possivelmente se posicionar sobre a decisão.

- “Motivos que me levaram a conversar com meus filhos e a base. Devendo me posicionar até o final da semana. A decisão que tenho hoje é de que não irei assumir o cargo que o prefeito Bruno publicou nomeação”, resumiu ela em conversa com jornalistas.

Já Pimentel Filho, que é primeiro suplente da sua coligação, alegou problemas relacionados à Lei Orgânica do Município e ao próprio Regimento Interno da Câmara para rejeitar o ‘afago’ do prefeito. Segundo ele, se assumir ficará inelegível e não poderá mais assumir a CMCG em alguma eventualidade.

Na verdade, Pimentel está ansioso mesmo é para voltar à Casa Félix Araújo, depois de cumprir sete mandatos consecutivos e essa possibilidade está cada vez mais perto por conta de ação na Justiça Eleitoral, relacionada à cota de gênero de mulheres nos partidos que poderá tirar pelo menos três vereadores da Casa, um deles Valdeny Santana (DEM), que abriria lugar para o seu retorno.

O fato é que a decisão de  Eva e de Pimentel acaba por desmoralizar a até então frágil liderança de Bruno Cunha Lima, que apresentava-se um novo ‘coronelzinho da Borborema’, mas que agora perdeu o chicote e a moral política que necessariamente deveria ter à frente do Executivo municipal campinense.

Fonte: Da Redação




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