Bruno Cunha Lima, com seis meses de gestão, ganha uma identificação nada agradável para o seu trabalho: "síndico de condomínio"

28/07/2021

Passados seis meses da gestão Bruno Cunha Lima (PSD) em Campina Grande, é lamentável constatar que o jovem neto do notável ex-Senador Ivandro Cunha Lima desempenha tão somente até aqui o ínfimo papel de “síndico de condomínio”.   

Bruno, na visão realista do historiador-colunista deste portal, Junior Gurgel, apenas executa serviços de manutenção e conclusão do gigantesco complexo de obras de infraestrutura deixado por seu antecessor Romero Rodrigues, “um dos três maiores gestores da história da cidade, ao lado de Vergniaud Wanderlei e Enivaldo Ribeiro”.

Leia aqui, e na grade de colunistas, o texto completo de Júnior Gurgel:

O QUE CAMPINA GRANDE ESPERA DE BRUNO CUNHA LIMA?

Passaram-se seis meses da posse do prefeito Bruno Cunha Lima, a cidade ainda desconhece na prática suas ideais ou projetos, voltados para o propósito inspirador dos habitantes da Rainha da Borborema: Campina Grande sempre.

Até o presente, Bruno vem desempenhando o melancólico papel de “síndico de condomínio”, executando serviços de manutenção e conclusão do gigantesco complexo de obras de infraestrutura, deixado por seu antecessor Romero Rodrigues – um dos três maiores gestores da história da cidade - ao lado de Vergniaud (pronuncia-se Verniô) Wanderlei e Enivaldo Ribeiro.

Campina Grande hoje é uma das raras cidades do país que não tem déficit habitacional, mesmo se aproximando de meio milhão de habitantes. Para sua dimensão, pode e deve exibir com vaidade seu sofisticado sistema de “mobilidade urbana”, que permite o cidadão de onde esteja – bairros norte/sul/leste/oeste – chegar ao centro ou outro destino qualquer, sem engarrafamentos, no tempo mínimo de 15 minutos.

Este modelo extraordinário teve origem no Plano Diretor concebido na gestão Enivaldo Ribeiro, obra de autoria do saudoso – infelizmente esquecido na memória dos campinenses – arquiteto pernambucano Renato Azevedo, que como muitos, se apaixonou pela cidade.

Ao jovem Bruno Cunha Lima, indiscutível vitorioso na guerra pelo voto em 2020, resta a observação: “o exército de combate nunca deve ser o mesmo de ocupação”. Enivaldo Ribeiro nomeou um Secretariado eminentemente técnico: José Silvino Sobrinho (era Diretor do CCT com pós graduação em transportes público no Japão), Renato Azevedo, um dos mais promissores arquiteto urbanístico do País (na sua geração), Zélice Pereira de Morais... A CONDECA, presidida por Marcos Ribeiro (seu primo), cedido pela Telpa, escola do competente engenheiro Alemão Jost Van Damme...

A tecnocracia estava vivendo o seu auge e Campina tinha as melhores “cabeças” de toda região, como por exemplo Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque. Ao lado do obstinado Edvaldo do Ó, haviam fundado a FURNE (hoje UEPB). Lynaldo foi escolhido no governo Médici, por meritocracia, para dirigir o DAU – Departamento de Assuntos Universitários do MEC, que com competência e sensibilidade impôs a expansão das Universidades. Posteriormente, Reitor da UFPB. Em seu mandato, na hora de escolherem o governador para suceder Ivan Bichara Sobreira (eleição indireta) o Palácio do Planalto indicou seu ex-chefe de gabinete (Buriti), e não ele, o merecido esquecido.

Nos primeiros seis meses de governo do então prefeito Enivaldo Ribeiro, todas as rotas de transportes coletivos da cidade estavam sendo asfaltadas. Uma surpresa inacreditável para a população, que só via asfalto na Praça da Bandeira. O “gargalo” da antiga “Volta de Zé Leal” - entrada de Campina Grande por Bodocongó - tinha sido extinto. A Av. Floriano Peixoto estava atravessando o Açude Novo, cortando a Rua da Independência e rumando em busca do Hoje Hospital de Traumas. Foi projetada por Renato e Silvino para ser a maior avenida da Paraíba.

Estas foram obras do primeiro ano de Enivaldo Ribeiro. Acompanhamos de perto o ritmo alucinante das equipes, como Assessor de Imprensa da CONDECA, estatal municipal que graças a Renato e Silvino trouxe a Campina Grande Robert McNamara, ex-secretário de Defesa dos presidentes Kennedy e Lyndon Johnson, então presidente do BIRD, para nos doar 22 milhões de dólares. Investimento destinado a financiamento de projetos arquitetônicos e de infraestrutura da Rainha da Borborema. Destaque: estes recursos só poderiam ser aplicados em Capitais. Todas concorreram. Recebia quem apresentasse o melhor projeto. Campina só entrou, por conta da CONDECA, que era uma empresa voltada para captar recursos com vistas a projetos de infraestrutura para se fortalecer como cidade polo regional. Foi a vencedora.

O Prefeito Bruno Cunha Lima talvez não tenha percebido que a “meritocracia” é o novo formato que sucede a “Tecnocracia” de outrora. Se entregar sua gestão aos políticos, estes só trabalharão seus projetos pessoais de poder. Os “veteranos” (Vereadores ex-deputados e ou suplentes) buscarão a renovação de mandatos. Os “noviços”, sonham apenas em se projetarem individualmente, para num futuro próximo ocuparem o espaço dos ora “tarimbados”. Que destino dará Bruno Cunha Lima ao futuro de Campina Grande?

Fonte: Da Redação




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