"Verdades Secretas 2": o golpe do sexo tá aí, cai quem quer

27/10/2021
Angel (Camila Queiroz) e Cristiano (Romulo Estrela) em "Verdades Secretas 2" - Foto: Globoplay
Angel (Camila Queiroz) e Cristiano (Romulo Estrela) em "Verdades Secretas 2" - Foto: Globoplay

Se em 2019 Jair Bolsonaro popularizou a prática fetichista ‘golden shower’ (a tradicional família brasileira ficou chocada), agora ‘Verdades Secretas 2’, disponível no Globoplay desde o último dia 20, fez explodir a pesquisa por ‘beijo grego’ no Google. Os conservadores devem ter, novamente, ficado horrorizados. Ou não?

A hipersexualização em torno da novela criada por Walcyr Carrasco foi usada como isca para fisgar o espectador. Nas semanas antes da estreia, pouco se destacou da trama em si. A divulgação ficou baseada em imagens eróticas e na criação da expectativa por cenas quentes de sexo. Mas esqueça o ‘papai e mamãe’ (alô pastora Nadir do TikTok, pode isso?).

A segunda parte da novela exibida em 2015 prometia um show de luxúria. Os primeiros 10 capítulos, liberados de uma só vez, entregaram sequências bastante carnais, porém, há mais coreografia cênica do que a sacanagem ‘nível Xvideos’ plantada na cabeça da maior parte do público. Quem se frustrou precisa aceitar que ‘Verdades 2’ não é pornografia.

O marketing da excitação funcionou. Quem resiste a dar uma espiadinha na intimidade alheia, ainda que ficcional? “Tudo na vida gira em torno do sexo. Exceto o sexo. Sexo gira em torno do poder”, decretou o despudorado Frank Underwood (Kevin Spacey) em ‘House of Cards’ (Netflix).

A trama protagonizada por Angel (Camila Queiroz) gerou quase 2 milhões de horas de consumo somente nas primeiras 24 horas após o lançamento. Quebrou o streaming, diriam. O sucesso instantâneo já animou a plataforma a investir em uma parte 3. Nasce a primeira franquia de novela brasileira.

O que dizer da dramaturgia de ‘Verdades Secretas 2’? Cada produção tem o seu tamanho. Algumas maiores, outras, menores. Feitas para entretenimento esquecível ou com pretensões artísticas. Nesse caso, é um produto para abstrair. Um estímulo à desconexão momentânea da realidade asfixiante. Pode até apimentar a vida sexual de quem seja facilmente estimulável.

Quem mais sai ganhando não é, definitivamente, aquele que assiste, e sim o Globoplay. Em fase de acelerado crescimento do número de assinantes e faturamento, o serviço sob demanda do Grupo Globo teve nos últimos dias milionária publicidade gratuita na mídia e nas redes sociais. ‘Verdades 2’ se revelou o mais bem-sucedido ‘case’ de sucesso da empresa que completa 6 anos em novembro.

Fonte: Terra




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