Prefeita institucionaliza JABÁ no Conde entupindo folha do funcionalismo com salários pagos a pseudos jornalistas de blog‘s sem registros legais

14/07/2021

Às voltas com ilícitos nas mais diferentes áreas da gestão a prefeita Karla Pimentel (PROS) decidiu institucionalizar no Conde o velho “jabá”, ultrapassada prática que consiste em aliciar jornalistas para obter deles comentários favoráveis.

No caso do Conde o jabaculê adquiriu contornos ainda mais deploráveis pelo fato de favorecer com “mensalinho” inserido na folha de pagamentos do funcionalismo pseudos profissionais de mídia - gente sem qualificação que decIde crIar blog’s na internet e, se sentindo JORNALISTA, criminosamente acredita estar prestando relevante serviço à comunidade, quando na verdade o que está fazendo é se locupletar do erário público.

Blog’s e portais insignificantes, do ponto de vista profissional, quase todos sem registro no CNPJ, portanto sem recolher tributos (Imposto de Renda/IR, Imposto Sobre Serviços/ISS, FGTS e outros), e com “redatores” em sua maioria semi-analfabetos que maltratam impiedosamente a língua-Pátria, são privilegiados pela dama condense para tentar fazer frente às críticas pontuais que a gestão recebe nos espaços independentes e legalmente registrados.

Dentre outros, estão aboletados nos cofres da prefeitura do Conde os titulares dos seguintes blog’s:

- Eudes Barbalho Santiago, do blog ‘EstadoPB’, que aufere na condição de Pessoa Física constante da folha mensal R$ 2.500,00;

- Renato Melo Alves, do blog ‘+Conde’, que aufere na mesma condição de Pessoa Física na folha mensal do Município R$ 2.800,00;   

- Ubyracy Santana de Carvalho, do blog ‘Byra de Jacumã’, que em iguais condições e também na folha mensal de funcionários aufere R$ 1.800,00. Byra foi contemplado ainda por Karla com  mais dois vínculos comissionados contemplando um filho dele e a esposa com contracheque da prefeitura;

- Ailton dos Santos Silva, do blog ‘A Voz do Conde’, que aufere como Pessoa Física o valor mensal de R$ 2.000,00.



Tem também a presidente da Associação de Imprensa do Conde (AIC), Fátima Cardoso, lotada na Guarda Municipal e que recentemente também abriu um blog para justificar a demanda financeira que cai mensalmente na sua bolsa.

 O QUE É ‘JABACULÊ’

Não se sabe exatamente a origem do termo JABACULÊ. Mas uma das versões seria a de que um radialista nordestino ao receber uma certa quantia de uma gravadora, teria dito que "hoje o jabá das crianças tá garantido", referindo-se à carne de charque, conhecida como JABÁ na região Nordeste.

A deplorável prática não é exclusivamente brasileira. Nos Estados Unidos (onde ela é conhecida como "payola"), nos anos 1920, donos de editoras musicais pagavam orquestras e líderes de grupos musicais para que executassem certas peças e incentivassem a compra das respectivas partituras que, na época, rendiam mais do que discos.

Nos anos 1950, com a explosão do rock and roll, a prática também se expandiu e levou o governo do país a abrir uma investigação que envolveu, entre outros, o disc jockey Alan Freed e o apresentador Dick Clark.

No final dos anos 1970, a despeito das investigações do governo, o payola atingiu um ponto em que um grupo ligado à máfia conhecido simplesmente como The Network ("A Rede") surgiu e passou a controlar centenas de rádios nos Estados Unidos.

O poder da organização era suficiente para barrar até a execução de faixas de The Wall, um dos álbuns mais bem-sucedidos do Pink Floyd. Em antecipação a cinco shows que o grupo inglês faria em Los Angeles durante a turnê, a CBS não achou que precisaria pagar para que canções de um disco tão popular de uma banda tão conhecida fossem executadas, mas o poder d‘A Rede prevaleceu e as canções só apareceram nas rádios depois que a empresa se rendeu ao payola.

NO BRASIL

Fora o jabá propriamente dito, a indústria fonográfica brasileira já foi palco de outras práticas consideradas peculiares, como a compra de composições, isto é, músicos que compravam canções escritas por outros músicos e as lançavam como se fossem deles. A esses compradores, deu-se o nome "comprositores".

Embora já existisse desde muito tempo antes, o jabá foi "profissionalizado" no Brasil na virada dos anos 1970 para os 1980. Gravadoras grandes como a Phillips/PolyGram viam suas vendas despencarem repentinamente por não aderirem à prática.

O jabá nem sempre era pago em dinheiro. Uma variação denominada "jabá artístico" envolve a entrega de presentes a radialistas que executassem certas canções. O pagamento às vezes era realizado também em drogas e até mulheres e acontecia também na televisão, por meio de apresentações gratuitas que os músicos realizavam em programas de Chacrinha e Bolinha.

A prática foi criminalizada em 2006 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados do Brasil, estabelecendo penas que variam de multa a detenção de um a dois anos, além da cassação da emissora que receber o dinheiro para colocar uma música no ar.

Todas as estações de rádio foram obrigadas a tocar a mesma música, ‘música de trabalho‘, e o preço do jabá foi à estratosfera.

Atualmente, o JABÁ ainda corre solto nos parlamentos (Câmaras Municipais e a própria Assembleia Legislativa), mas não de modo oficial como agora acontece na prefeitura do Conde, e sim através de um vereador ou deputado que deseja ver divulgada a sua ação parlamentar.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 10/07/2021 às 16:06

    Bertrand de Souza Lira

    Prática bolsonarista de fake news e blogueiros desqualificados. Péssimo para o jornalismo. Terrível para a coisa pública

  • 10/07/2021 às 10:06

    Toninho

    Muito comprido o texto deu trabalho para copiar e colar mas valeu a cascaviada dos valores pagos pelo erario publico,porém é legal o devido pgto.Aos demais sera que não é roedeira.

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