Família morta em falésia na praia de Pipa era conhecida por viagens e ligação com a natureza

19/11/2020

O paulista de Jundiaí Hugo Mendes Pereira, 32 anos, a potiguar Stela Souza, 33, e o bebê de sete meses do casal — que nasceu em casa— foram as vítimas do acidente ocorrido na manhã desta terça-feira na praia turística de Pipa, litoral sul potiguar. Eles aproveitavam a sombra do local, que desabou e os matou.

Hugo e Stella gostavam de ser chamados de hippies e eram donos da pequena pousada Morada da Brisa, na principal avenida de Pipa. Eles tinham uma estreita ligação com a natureza (em especial animais) e viagens.

O nome do estabelecimento é uma homenagem à cadela Brisa, que acompanhava Hugo em viagens que fazia em sua kombi pelo país —e que morreu em janeiro do ano passado.

Brisa e Hugo tinham uma história de aventuras: deixaram Jundiaí em 2015, após a mãe de Hugo morrer de câncer. Ele decidiu ali largar o emprego que tinha de coordenador de projetos internacionais, pegou sua “namorada” (como chamava a sua prancha de surf) e foi viajar o país e ter uma vida diferente.

- “Tinha um trabalho estável muito bem remunerado e um cargo de nome bonito. Sair parecia loucura, sai pela porta da frente e deixei aberta. De lá pra cá, passei por cinco continentes, vários países , distintas culturas, 24 estados no Brasil. Lugares dos mais diversos, pessoas das mais incríveis”, contou ele em postagem de outubro.

Juntos, Hugo e Brisa viajaram o país até ela precisar parar as viagens em novembro 2018: a cadela estava com tumor na coluna e precisando descansar para curtir o resto da vida. Ele então se desfez da kombi para fixar residência em Pipa.

Em homenagem a ela, além do nome da pousada, Hugo fez uma tatuagem na perna com o rosto de Brisa em setembro deste ano. “A matriarca”, disse ele, ao citar a cadela dar nome à pousada.

Já em Pipa, Hugo conheceu a psicóloga Stela. Logo, eles começaram a namorar e foram viver juntos. No ano passado, ela engravidou e teve o filho.

POUSADA E ESTILO DE VIDA

Cinco meses após Brisa morrer, Hugo montou uma pequena pousada em maio de 2019. Não era um simples local de hospedaria: o local se anuncia como “hospedagem com terapias holísticas.” Também tinha área de camping para barracas e era cercada por uma extensa área verde.

Por conta do atendimento sempre próximo aos clientes, a pousada tinha uma das melhores avaliações da cidade na plataforma de hospedagem Booking. Os donos eram sempre citados nas avaliações positivas.

Ele e Stella cultivavam hábitos ligados à natureza. Eles ofereciam também passeio a cavalo a turistas em Pipa. O valor apurado com os passeios era revertido para manter os cavalos.

A pousada do casal está ainda fechada por causa da pandemia, e tinha previsão de abertura em dezembro. Eles anunciavam que estavam ajustando tudo, com a adaptação dos quartos coletivos, para reabrir no próximo mês.

Os amigos e familiares estão ainda chocados com a morte prematura da família. “Ele era um exemplo de persistência a uma missão de ser feliz”, conta o amigo de Jundiaí Rodrigo Ienne.

Nas redes sociais, uma série de homenagens também foi deixada. “Um fantástico inspirador de sonhos”, disse o amigo Márcio Roberto de Farias pelo Facebook.

Fonte: Portais




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