Cármen Lúcia: "Somos um Brasil no qual mulheres não são reconhecidas"

26/05/2021

A desigualdade de gênero é um problema cultural que precisa ser combatido, já que vivemos em uma sociedade machista, preconceituosa e violenta. As considerações são da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, durante sua participação no debate da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim). “Somos um Brasil no qual mulheres não são reconhecidas. Podemos contribuir para que o Brasil seja para muitas brasileiras”, afirmou.
 
A ministra ressaltou a importância que os princípios de igualdade e dignidade humana possam ir além da legislação e aconteça de forma prática no país. “Precisamos reaprender a realidade. Não devemos ser tratadas com igualdade por conta da lei, mas porque, de fato, somos iguais”, pontuou.
 
No evento, que discutiu paridade, gênero e raça, Cármen Lúcia compartilhou desafios e lutas ao longo de sua trajetória, mas apontou o caminho da união entre as mulheres para a mudança do contexto de discriminação no Brasil e se colocou à disposição para trabalhar em busca dessa transformação necessária.  “Juntas somos mais, somos juntas e somos mais quando estamos juntas. Há um longo trabalho pela frente e me prontifico a trabalhar no que vocês acharem que precisar”, garantiu.
 
A advogada criminalista Dora Cavalcanti vê no Direito a ferramenta para transformação social. Durante a transmissão, a especialista destacou que neste contexto, a conquista da paridade entre gêneros é essencial. “Hoje na advocacia criminal somos muitas mulheres fortes e por isso devemos dar nossa contribuição. Só assim vamos ganhar espaço – de maneira coletiva, horizontal, forte e solidária – estaremos preparadas para lutar por um mundo mais igual.
 
Presidente nacional em exercício da Abracrim, Sheyner Asfóra, lamentou o preconceito ainda sofrido pela mulher advogada criminalista durante sua atuação, seja ao sofrer assédio ou ter seu desempenho questionado devido ao fato de ser mulher. “A paridade de gênero é importante em todos os setores da sociedade. Somos iguais e lutaremos por isso. O compromisso da Abracrim é pela inclusão das mulheres, para que possam participar e ocupar, cada vez mais, os espaços disponíveis”, narrou.
 
Já o presidente da Comissão Nacional de Promoção de Igualdade da Ordem dos Advogados do Brasil, Silvia Cerqueira expôs o combate ao racismo como dever de todos e a renúncia de privilégios como ferramenta fundamental na luta contra o racismo. “Vamos apoiar a causa pela luta, fortalecer e consolidar cada vez mais a democracia garantindo a participação cada vez mais plural e diversa”, detalhou.

Fonte: Assessoria




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