MUDANÇAS EM CURTO PRAZO (Por Júnior Gurgel)



Após julgamento do TSE (chapa Dilma/Temer), a classe política – em sua guerra permanente - se voltará para o calendário eleitoral do pleito de 2018, já em curso. Até Setembro, a prioridade será a realização das convenções para escolha, ou renovação dos membros dos Diretórios Regionais de todos os partidos do país. E, o momento oportuno do “pulo” - janela da traição- daqueles que estão insatisfeitos com suas legendas, ou defendem projetos que não se encaixam nas siglas que ora estão filiados.

Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, permanecerá no PSD? Quem manda no destino do partido na Paraíba é o Deputado Federal Rômulo Gouveia, que manobrará as peças do tabuleiro (2018) de acordo com sua conveniência. Tem que jogar com muita habilidade, em função da queda de prestígio que vem sofrendo sua agremiação no plano nacional, tendo em vista o declínio do Ministro Gilberto Kassab. Regrediu no ranking que lista principais lideranças políticas de São Paulo. Nas duas últimas eleições, tropeçou. Em Sampa, dividi a posição de “lanterna” com o PT. Na reforma Ministerial prevista para Dezembro próximo, Kassab talvez fique de fora. Para o ex-gordinho Rômulo, seu desafio é não perder o mesmo peso e volume (político/eleitoral), proporcionalmente ao seu físico, pós-bariátrica. Terá os “novos” e fortes concorrentes, além dos já existentes. Fato que o obrigará a se limitar em garantir seu retorno.

E Veneziano Vital do Rego? Continuará no PMDB? Se seu projeto com vistas ao Palácio da Redenção se configurar como propósito que seja levado a sério, terá que trocar de legenda. No PMDB do “disciplinado” Senador José Maranhão, os caminhos são nítidos e apontam inequivocamente para uma “composição” alinhada com a chapa indicada pelo Diretório Nacional. O velho “Cacique”, decano da classe política paraibana, tem ficha limpa, sem nenhuma “mancha” ou rasura ao longo dos sessenta anos de vida pública. Apresenta-se nesta “Maratona” - correndo por “fora” - como alternativa para Governador, ao lado do PSDB (Romero) e Luciano Cartaxo (PSD?).

Quanto ao Governador Ricardo Coutinho, o dilema é a angustia do “fico”. Historicamente sua atual posição (popularidade e gestão) pelo volume de obras realizadas, se assemelha ao então Governador Tarcísio Buriti em seu primeiro governo (1978/1982). A diferença está no vice, e prováveis desconfortos com denuncias que poderão culminar em ações judiciais. Têm “bombas” de efeitos retardados, armadas para explodirem após sua renuncia em abril (2018). Pelo menos, algumas que nos confidenciaram – se procederem – os resultados serão catastróficos. Buriti tinha um vice de sua inteira confiança, saudoso Clovis Bezerra. Mesmo assim, não se aventurou a disputar o Senado da República. Elegeu-se Deputado Federal com a maior votação (proporcional ao tempo e eleitorado) já registrada na história das eleições paraibanas. Entretanto, para seu desassossego, Ricardo Coutinho tem a “incógnita” Lígia Feliciano.

O tempo é exíguo para Ricardo Coutinho, Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues. Resta apenas nove meses para “costurarem” seus retalhos, na medida e no tamanho exato da colcha que os acobertará no tempestuoso “inverno eleitoral” 2018.




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