Tradicional empresa campinense, a Indústria Laboremus foi uma das ganhadoras do Prêmio da Confederação Nacional da Indústria (CNI) deste ano, obtendo a segunda colocação na categoria ‘Inovação e Produtividade na modalidade Micro e Pequena Indústria’.
A premiação aconteceu no último dia 17 em Brasília (DF). A empresa participou com o projeto ‘Gerador de Hidrogênio Eletrolítico de Pequeno Porte’, máquina que funciona na geração do gás in loco no processo de análise por cromatografia, utilizado no controle de qualidade em empresas alimentícias, farmacêuticas e laboratórios.
Um equipamento semelhante a ele, fabricado na Europa, custa em media 10 mil euros.
De acordo com o diretor da empresa, Fabiano Souza, que recebeu em Brasília o troféu da CNI, até o final do próximo ano o equipamento estará à venda no mercado. Fabiano Souza contou que o preço de uma garrafa com 9 metros cúbicos de gás hidrogênio varia de R$ 800 a R$ 2 mil. "Temos um mercado potencial. No Nordeste temos pelo menos três mil cromatografos que precisam de gás hidrogênio para realizar sua função. Ainda estamos em fase de protótipo, mas vamos aperfeiçoar o projeto para ser mais compatível com o mercado nacional, mais semelhante com o gerador americano ou o europeu", explicou.
Quando estiver pronto, o equipamento fabricado em Campina Grande deverá custar entre R$ 12 mil e R$ 15 mil. O projeto da Laboremus concorreu com mais de 1.250 projetos e tem como parceiro o SENAI e o físico Sérgio Gusmão.